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Quanto cercheremo una rinnovata saggezza della comune umanità, invece di aggravare l’irragionevolezza dell’individualismo imperante? 

Reagire! di Dario Renzi, LC n° 357

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Não há necessidade de levar as nossas pesquisas até perguntar por que nós temos o sentido de humanidade e de simpatia pelos outros. Basta que se experimente que é um princípio da natureza humana.
David Hume

Reagir.

Agora, antes que desça a escuridão, antes que ressurja o sol.

Um perigo súbito, rápido, desconhecido se difunde em todo o mundo. Estamos unidos pela ameaça epidêmica, as prevenções práticas indispensáveis são a higiene e o "distanciamento social". Quanto o necessário isolamento pode fazer amadurecer as nossas recíprocas subjetividades ou vice-versa resultar em solidão? Quanto esta emergência pode suscitar um emergir humano mais radical ou ao contrário precipitar-nos em uma decadência opressiva mais obscura? Quanto conseguimos compreender e enfrentar o perigo viral sem sermos tomados pelo pânico que pode produzir outros danos? Quanto buscaremos uma renovada sabedoria da comum humanidade ao invés de agravar a irrazoabilidade do individualismo imperante? As grandes interrogações sobre as perspectivas urgem e mesclam-se às pequenas importantes perguntas cotidianas sobre a urgência imediata. Não deveria separá-las. Tem razão nisto o Papa Francisco quando diz "...comecemos já a ver o depois. Virá mais tarde, mas começa agora" e, acrescentamos nós, como continuará depende muito de nós. É provável que este vírus terá longa duração, desaparecerá e reaparecerá, assim como outras doenças epidêmicas terão seu aparecimento facilitadas pela negligência e pela agressão humana aos recursos planetários. É bastante certo que os poderes opressivos, responsáveis já por devastações que atingem as condições e as esperanças da existência da esmagadora maioria da espécie, desde o drama atual tirarão lições negativas para a saúde física e mental dos seus súditos. É auspicioso que a ciência e a prática médica encontrem cuidados preventivos eficazes, vacinas inclusive, mas é sabido que esta obra indispensável é duplamente dificultada e até desviada pelos condicionamentos dos potentados bélico-políticos e industriais como da presunção de onipotência científica que prescinde de uma visão holística mais cautelosa dos seres humanos. Mas principalmente é possível que as pessoas comuns dotadas de vontade e boas intenções tomarão com mais convicção, de várias formas, um caminho de enriquecimento humano de conjunto, guiadas por uma razão sentimental mais forte e orientadas em direção a uma livre subjetividade compósita, comum, benéfica. Estamos diante de uma disjuntiva. Na encruzilhada que atravessamos tudo pode mudar: lentamente, mas conscientemente para melhor ou mais rapidamente e inconscientemente para pior. As pessoas podem (re)encontrar-se juntas e mais profundamente em lógicas de comunhão afetivas e benéficas ou perder-se nos redemoinhos de sociedades crescentemente opressivas, estranhas e deterioradas. Com um olhar mais atento o drama atual não é uma novidade absoluta. Sem ir muito longe no tempo: "A epidemia de gripe suína em 2009 fez centenas de milhares de mortos, sobretudo na África e no sudoeste asiático. Na Europa, porém, onde a ameaça era muito menor, as mídias atualizavam cotidianamente o balanço das vítimas e os números dos casos suspeitos. No Reino Unido, as autoridades esperavam 65.000 mortos, houve 500". "Naturalmente esta contabilidade cotidiana alimentou o medo e empurrou o mundo político a tomar algumas decisões apressadas e malvistas (entre as quais a constituição de estoque de medicamentos), sem tomar o tempo de examinar os fatos. Todos os olhares ficaram apontados ao novo vírus desconhecido, sem qualquer preocupação com as ameaças mais graves que pesavam sobre a população, como a influenza estacional, que em 2009 fez infinitamente mais vítimas que a gripe suína. A gripe de inverno continua a fazer um enorme número de mortos. A malária e a tuberculose fazem por sua vez alguns milhões de vítimas todo ano, em particular nos países em via de desenvolvimento. Só nos Estados Unidos, as infecções hospitalares matam 99.000 pacientes ao ano – uma outra desgraça da qual ninguém fala". Gerd Gigerenzer, Professor do instituto Max Planck de Berlim, no Courrier internacional, número 1533, de 19 a 23 março 2020).

A novidade consiste na rápida difusão da corona vírus em escala mundial, mas inseparavelmente no revelar-se dos efeitos da clamorosa má fé e despreparo mostrado pelas instituições estatais e da grande parte das autoridades científicas e hospitalares. Os últimos séculos e décadas, com o crescer exponencial das populações mundiais e da globalização selvagem, tornaram evidente o multiplicar-se de presságios inquietantes e perigos manifestos que foram mantidos escondidos das populações em vez de explicar a sua natureza e gravidade, impedindo assim uma compreensão elementar dos remédios psicológicos e comportamentais necessários. Nos últimos anos, por exemplo, os governos dos países mais atingidos hoje como a Itália, os EUA, a Espanha, continuaram a cortar os investimentos para a saúde. Estas atitudes criminosas se explicam e se agravam considerando a sua responsabilidade direta no desastre ambiental em geral e na poluição metropolitana e dos lugares de exploração (isto é, de trabalho), incluindo os mais sagrados e importantes como as creches, as escolas, os hospitais, as casas de cuidado e repouso.

Não é novidade, ainda que agravado nas consequências, nem sequer o caos informativo imperante, a despeito de algumas/uns boas/bons jornalistas, que difunde notícias parciais, contraditórias, pouco explicadas; e como de costume exaltam-se superficialidades, oscilações e erros, monstruosidades e repressões dos governos. Fatores estes últimos que não beneficiam em absoluto a responsabilização individual, relacional, e coletiva da qual necessitamos. Particularmente se os dados reais de conjunto fossem fornecidos e explicados (que é uma coisa bem diferente do bombardeio de notícias dia-a-dia amontoadas e de previsões improváveis) sobre a hecatombe provocada pelas doenças existentes, curáveis mas não curadas ou negligenciadas, e pelas falências do sistema de saúde; se tivessem sido considerados os precedentes analisados por Gigerenzer, todos nós teríamos podido nos "Educar para o risco" que hoje se chama corona vírus, amanhã poderá assumir outros carácteres e outras formas, mas enquanto isso já existem de fato uma pluralidade de riscos letais para ter cuidado na era opressiva.

A verdadeira novidade positiva é que hoje podemos tentar reconhecer a globalidade e a permanência das ameaças, identificar, precaver-nos e preservar-nos de alguns perigos conhecidos e estar alerta a respeito de outros que poderão vir. Para isso é necessário, citando ainda o perspicaz Gigerenzer, não ser apanhado pelo "medo dos riscos assustadores" que alimenta confusão, desatenção e negligência. "Identificar aquilo que nos dá medo e as razões pelas quais temos medo, eis um aspecto importante da educação ao risco: A compreensão da incerteza e a psicologia andam de mãos dadas". (idem)

Estamos postos diante de um problema de importância histórica, relativo aos caracteres fundantes da era opressiva que podem ser enfrentados e contrastados eficazmente a longo prazo só redescobrindo e ativando as melhores essências da natureza humana. O conhecimento humano compartilhado e a sabedoria que disto deriva podem ser salvadores, não a ignorância, a mentira, a instrução burguesa, o saber privado. Para nós humanistas socialistas este conhecimento, esta informação e educação alternativos, para praticar e difundir, podem e devem enquadrar-se em uma visão e modos de existência sábios e compartilhados, fruto da livre escolha de uma comunhão benéfica onde se reflete e se dialoga, se toma consciência, se age conjuntamente, por isto nos dá apoio e cura uns aos outros.

Por isso é hora de reagir no conjunto, de nós tomarmos novas e mais orgânicas responsabilidades para a defesa e o melhoramento da nossa vida e da vida da nossa gente, que significa uma vez mais e ainda mais aprender quem somos, como representamos e agimos consequentemente, fundando, formando, expandindo e construindo a nossa corrente. Reagir para as pessoas queridas que esperamos e nos esperam. Para tantas e tantos que conhecemos e hoje temos mais presentes que nunca. Para quem está sofrendo, para quem luta, para quem se cura. Para quem é vítima do vírus, para quem é sem teto, para as/os imigrantes, para quem está sozinho, para quem vive exasperado o distúrbio mental, para quem é portador de necessidades especiais e está ainda mais em dificuldade. Para as crianças que não entendem mas podem contar com a sua energia vital e com a plasticidade do seu sistema imunológico. Para as anciãs e os anciãos temerosos que não se rendem. Para quem não está trabalhando, para quem já não tem mais dinheiro. Reagir por quem não consegue fazê-lo. Reagir tirando força e exemplo das mulheres e dos homens dos serviços de saúde que se empenham e se expõem, retirando coragem do medo e transformando o profissionalismo em generosidade. Reagir desde o despertar, tomando consciência no estranho silêncio que nos circunda. Escutando a natureza que pulsa entorno a nós e sentindo-nos parte dela. Elevando a consciência de ser humanos entre seres humanos, amantes da vida em todas as suas formas, confiantes e zangados, combativos e atentos. Mais que nunca temos necessidade dos outros e eles de nós. Considerar a humanidade no seu conjunto não significa esquecer as diferenças radicais no seu interior. Nos reconhecemos semelhantes a cada mulher e homem diante a ameaças sobrejacentes, mas sabemos que a indiferença e o desdém de uma pequena parte dos nossos semelhantes constituem uma ameaça ela própria para a esmagadora maioria. A arrogância e o delírio de onipotência dos opressores, o seu permanente proceder bélico, a lógica patriarcal e antropocêntrica que prevê a submissão e a exploração (aberta ou mascarada) do gênero feminino e das populações são literalmente contra a natureza. Eles não reconhecem a comum humanidade assim como não respeitam o conjunto do vivente. Uma coisa é concordar sobre algumas medidas específicas que tomam os servos do Estado e considerar a diversidade entre eles, totalmente outra é iludir-se tragicamente que eles podem ter uma função de ajuda geral para uma humanidade que não reconhecem, ignoram e oprimem. Por isto bater-se pela defesa e o melhoramento da vida significa ser implacável na denúncia e no posicionamento contra eles. Reagir descobrindo a nossa inteireza psicofísica, cuidando do corpo e abrindo a mente. Vestimos os nossos melhores hábitos. Alimentemo-nos bem, façamos cultura das verduras e das frutas, descubramos os cereais, moderemos as proteínas, dosemos os carboidratos. Como nos ensina um mestre que fui: somos (também) aquilo que comemos. Reagir observando as nossas coisas: aqueles presentes, grandes e pequenos, que recebemos e talvez esquecemos ou ignoramos, aquele móvel que nos conta tantas histórias.

Reagir aproveitando destes objetos não objetos que são os livros. Olhemo-los, folheamo-los, consultemo-los, leiamo-los ou releiamo-los, anotemo-los. Literatura ou não-ficção: podemos aprender ativando a nossa chave interpretativa única, criativa, original e se forem alguns clássicos ou não isto o decidimos nós, retirando deles lições de vida. Percebamos a potência da nossa capacidade reflexiva: dos vestígios subimos à descoberta e encontramo-nos a inventar. Continuamos a ler: cartas, bilhetes, bilhetinhos e mensagens, diários, cadernos de anotações. Aprofundemos quem somos, não simplesmente como erámos, e quem queremos ser graças às pessoas que nos escreveram e de quem escrevemos. Assim nos preparamos a vive-las de novo e melhor. Reagir nos movendo, fazendo atividade física onde e quando possível, nem que seja em frente de casa, ou dentro se não houver outra disponibilidade. Pensemos os movimentos corporais enquanto os executamos, disso também nos beneficiaremos mentalmente e um gesto incomum se tornará mais fácil.

Reagir olhando as pessoas queridas e próximas, embora no momento não seja acessível temos recordações vibrantes e fotografias que nos contam. Conseguiremos assim olhar o nosso olhar no seu, dedicando-o. Olhando ao redor encontraremos coisas jamais vistas antes ou nelas rastrear luzes e significados diferentes. Olhemos telejornais, como os impressos, com a capacidade de selecionar aquilo que é verdadeiramente significativo no desenvolvimento da pandemia e aquilo que não é, mas vamos além buscando entender e interpretar o que acontece no mundo. Olhemos rumo ao alto: a lua, as estrelas, o céu, as nuvens. Olhemos para longe, há alguma coisa no horizonte. Olhemos algum bom filme e alguma serie interessante, sabendo quanto conta o código de interpretação moral e ética. Olhemos a internet, caso não possamos de maneira nenhuma evitar, com a cautela que merecem as máquinas que não controlamos e ao contrário nos controlam.

Reagir escutando com intensidade os outros, aquilo que até ontem nos parecia óbvio, já conhecido, talvez hoje soará diferente. Aprendamos a modular a escuta, a compreender tons e timbres, a elaborar o significado, a fazer funcionar a magia empática que nos permite entender o pensado do dito. Escutemos o canto de uma ave ou o atordoar das folhas, normalmente submersos pelo caos, eles podem dizer-nos alguma coisa. Escutemos música, muita música: jazz, clássica, blues, rock, ópera, aquela que mais nos agrade e inspire, tentando decifrar como evoca os nossos estados de ânimo e acompanha as nossas representações (Senti)mentais. Reagir sentindo-se e interagindo com nossas pessoas. Ok, muitas vezes, demasiadas vezes, nesses momentos é possível só por telefone (ou com outros meios tecnológicos) e isto nos limita, mas podemos tentar concentrar ainda mais o pensamento deles. Podemos transformar a parcialidade da modalidade em ocasião de crescimento da intensidade. Podemos remediar a distância forçada com a força da imaginação, preparando a reunião que vai acontecer. Aprimoremos o pensamento recíproco e confiemos-o às palavras mais apropriadas, a compreensão mútua pode fermentar, o sentido de comunhão acender-se e aumentar, as melhores intenções convergir e reforçar-se a despeito da distância. Arquitetar e desenhar um cenário ideal juntos, quer dizer saber que se é juntos e poder agir em concórdia. Cada relação cultivada faz crescer as/os protagonistas e gera em potência outras relações que entrelaçando-se contribuem à comuna que buscamos.

Reagir meditando, ou seja, levando ao nível mais alto a reflexão. Busquemos aquela inteireza inalcançável e porem presente, corpórea e mental, inteireza psicofísica. Inteireza nos tempos vividos e nos espaços atravessados. Inteireza nas, pelas e das pessoas encontradas, conhecidas, amadas. Inteireza cobiçada, mas inexplorada, percebida na concentração imóvel de algum minuto. Fervem e misturam-se os sentidos, as tensões, as intenções, as faculdades, um todo caótico e fecundo para ordenar e entender. Sentir o corpo mentalmente e depois deixalo em repouso, deixar pairar o próprio pensamento que pensa a si mesmo e tenta traduzir-se em atos. Buscar palavras e conceitos para restituir. Meditar sobre o ser concreto que representa para agir.

Reagir com amor e por amor.

Neste preciso momento, desafiando a sorte cínica e trapaceira, é o momento de medir o nosso amor pela espécie humana e pela natureza toda, ponderando a hostilidade serena mas irredutível para quem conduziu os próprios semelhantes à beira do abismo e para além, e agride o planeta que habitamos. Definimos o nosso amor para as maiorias e os últimos, não sabemos se serão os primeiros, mas entretanto buscamos o resgaste, nomeamos e condenamos quem os oprime com guerras, Estados, leis patriarcais e sistemas industriais. A visão global do nosso amor merece ser concretizada, analisada, praticada todo dia, rumo a toda forma do vivente como nos ensinou a nossa primeira professora. Rumo às/aos nossas/os amigas/os de quatro patas, se os tivermos, que nos pedem/ perguntam, nos consolam, nos acompanham. Rumo às crianças que nos doam olhadas curiosas e esperançosas e merecem um pensamento constante, compreensivo e suscitante, nunca presunçoso e premente. Rumo a quem quer que esteja desfavorecido e na privação liberta uma intensidade humana que podemos aprender e restituir com respeito, afeto e solidariedade. Rumo a quem tem necessidade de ajuda material, física e psicológica, sabendo medir a nossa capacidade em respeito a isto. Rumo ás boas pessoas – em primeiro lugar medicas/ os e enfermeiras/os – que se empenham sinceramente para curar, cuja obra reconhecemos e sustentamos. Rumo às nossas companheiras e nossos companheiros que com o seu alinhamento e compromisso estão desempenhando a sua obra preciosa para o presente e o futuro: o bem que fazem é o que sentimos para eles. Rumo a tantas/os amigas/os que nos apoiam porque compreendem que a nossa presença é um sinal e uma possibilidade de resgate também em relação ao vírus. Rumo às/os conhecidas/os e familiares que talvez não pensamos frequentemente, hoje é o caso de exprimir a eles um pensamento sincero de proximidade. Finalmente e em primeiro lugar com as pessoas com as quais temos uma relacionalidade íntima, as primeiras protagonistas e os primeiros protagonistas diversas/os do nosso amor: façamos em modo que sintam quanto são fundamentais, preparemo-nos para novamente abraçá-las forte e demoradamente, prefiguremos as carícias mais doces e audazes, beijos estalados ou aqueles que não acabam mais... A generosidade do nosso reagir de amor, de todos nós, das nossas relações qualifica e enobrece o amor de si que nunca se entristece egoísta, mas sim doa apaixonado. Descobriremos quanto isto nos torna melhores e nos prepara a aprofundar e enriquecer o empenho para uma vida melhor. Reagir pesquisando. Teorizando porquê disso somos capazes cada uma e cada um, todas/os juntas/os. Localizemos as ideias no bud, surgidas da experiência de uma outra ideia, fruto de uma recordação articulada ou de uma imaginação fulgurante, e cultivemo-las com paciência e audácia, com humildade e generosidade; ofereçamo-las às outras/os dialogando para entende-las melhor e aprimorando-as, enriquecendo-as, corrigindo-as e valorizando-as, escrevamo-las tauxiando-as com o pensamento geral e comum, façamos delas uma orientação de vida. Aprendamos a analisar perscrutando nos comportamentos humanos aquilo que os precede, não nos limitando a catalogar ou a matematizar mas antes busquemos o sentido imediato e mais profundo de um acontecimento, de um ato, de um gesto; olhemos o panorama da espécie para entender a aparência de uma pessoa, considerando o seu ser para entender-lhe as palavras. Fundemos cotidianamente a nossa ética e a nossa moral, delas sabendo o imediatismo no agir, o pano de fundo no representar, o princípio no ser. Experimentemos a liberdade suscitando-a na outra pessoa e baseando-a por e na comunhão, desenvolvendo-a no seu caráter positivo e respeitoso que a qualifica como expansiva.

Realizemos o bem na alegria da vida, na luta humilde e grandiosa pela existência, na felicidade das diversas uniões das quais somos capazes, no prazer mais pequeno e naquele mais indizível que assim se tornará ainda maior, no bem-estar alheio que se torna também nosso e se sedimenta. Colhamos e cantemos a beleza daquilo que nos rodeia reconduzindo à vida a ideia de todo o vivente e de cada surgir e tremer seu, assumamos e digamos da beleza de um pensamento, de uma palavra, de um olhar, de um entendimento, de uma pessoa qual ensaio probatório de que somos seres valoriais, reflectimos, respeitamos e gozamos da beleza mesma de cada uma e cada um: assim aproveitaremos da beleza como fruto do nosso bem. Rastreemos a verdade sempre relativa, parcial e transeunte, mas não por isto menos verdadeira, absorvamo-la no conhecimento das coisas e dos pensamentos, recolocando-a no olhar de conjunto que nisso se enriquece, se define melhor, se ajusta experimentando a verdade de cada uma/ um nas subjetividades que se identificam e se entrelaçam com a textura indelével da sinceridade e da lealdade. Busquemos a justiça para a nossa gente maltratada, negligenciada, ignorada por tanto tempo, devolvamos valor às suas vidas e às suas ideias, ofereçamo-nos como sherpa1 na busca dos picos que podem alcançar e dos quais são incrédulos; encontremos a justa medida também nos nossos erros e das/ os nossas/os companheiras/os para sair disso enriquecidos em humildade e coerência.

Provando e aprimorando o nosso imediatismo moral, melhorando-o constantemente no doá-lo e compartilhá-lo, entenderemos o seu fundamento sentimental e o seu valor consciencial. Procedamos rumo a um horizonte ético das comunhões humanistas socialistas possíveis, em um caminho onde cada uma e cada um possa ser protagonista, deve sê-lo se quiser. Compreenderemos que as regras, por vezes florações espontâneas, podem ser cultivadas e render como escolha em um esforço de fundação cultural. Este caminho está no começo, mas se propõe mais urgente, premente, irrenunciável para compreender, facilitar e fecundar o melhor emergir, para enfrentar as emergências coletivas e individuais por vezes flagrantes e outras vezes subjacentes, para enfrentar os desastres múltiplos e combinados da decadência deles que corre o risco de levar tantas pessoas boas. Adquiramos a tenacidade e a paciência dos exploradores de um futuro de felicidade possível já presente e radicado em um passado coerente e promissor também nas suas desventuras. Descobrindo na experiência e na existência as essências do humano podemos inventar uma vida mais digna de ser vivida plenamente. Reagir significa uma vez mais escolher e escolher-nos, como tentamos fazer desde o início quando ainda não conhecíamos o significado teórico desse significante. Uma escolha de vida que se renova dedicando-nos à nossa gente, a começar pelas pessoas que querem desenvolver as melhores intenções e aprender a escolher por sua vez. É aquilo que estão vivendo com paixão e determinação centenas de nossas/os companheiras/os aos quais podemos e devemos estar ainda mais ao lado em um crescimento fantástico, rico, diferenciado, do qual são protagonistas. Poderemos dizer a elas/es se os escutarmos com mais profundidade, poderemos guiar-lhes se nos deixarmos guiar por suas sugestões, poderemos formá-los se entendermos a unicidade de cada uma/um e quando percebermos que nos estão ensinando por sua vez.

Reagir isto é renascer.

Que por conseguinte a razão nos ensine para que tendem as ações e o sentido de humanidade opera uma distinção em favor daqueles que são úteis e benéficas.
David Hume
Dario Renzi, 2 abril 2020
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Il est inutile de pousser nos recherches jusqu'à examiner pourquoi nous avons le sens d'humanité et de sympathie pour les autres. Il suffit d'expérimenter que c'est un principe de la nature humaine.
David Hume

Réagir.

Maintenant, avant que la nuit tombe, avant que le soleil se lève.

Un danger imprévu, rapide, inconnu se répand dans le monde entier. Nous sommes unis par la menace épidémique, les préventions pratiques indispensables sont l'hygiène et la « distance sociale ». Dans quelle mesure l'isolement nécessaire pourra-til faire mûrir nos subjectivités réciproques ou au contraire entraîner la solitude ? Dans quelle mesure cette urgence pourra-telle susciter une émergence humaine plus radicale ou au contraire nous précipiter dans une décadence oppressive plus obscure ? Dans quelle mesure réussirons-nous à comprendre et à affronter le danger viral sans nous laisser prendre par la panique qui peut produire d'autres dommages ? Dans quelle mesure chercherons-nous une sagesse renouvelée de l'humanité commune au lieu d'aggraver la déraison de l'individualisme dominant ? Les grandes interrogations sur les perspectives urgent et se mélangent aux importantes petites questions quotidiennes concernant l'urgence immédiate. Nous ne devrions pas les séparer. À ce propos, le pape François a raison quand il dit « ... nous commençons déjà à voir l'après. Il viendra plus tard mais il commence maintenant » et, nous ajoutons que la façon dont ça continuera dépend beaucoup de nous. Il est probable que ce virus durera longtemps, qu'il disparaîtra et réapparaîtra, tout comme d'autres maladies épidémiques feront leur apparition, favorisées par le manque de soin et l'agression humaine des ressources planétaires. Et il est assez certain que les pouvoirs d'oppression, déjà responsables de dévastations qui frappent les conditions et les espérances d'existence de la grande majorité de l'espèce, tireront de ce drame actuel des leçons négatives pour la santé physique et mentale de leurs sujets. Il est souhaitable que la science et la pratique médicale trouvent des cures préventives efficaces, vaccins inclus, mais on sait bien que cette œuvre indispensable est doublement entravée voire même déviée par les conditionnements des puis sances bellico-politiques et industrielles, ainsi que par la présomption d'omnipotence scientifique qui ne prend pas en compte une vision holistique plus prudente des êtres humains. Mais il est surtout possible que les personnes communes dotées de volonté et de bonnes intentions entreprennent avec plus de conviction, de différentes manières, un chemin d'enrichissement humain d'ensemble, guidées par une raison sentimentale plus forte et orientées vers une libre subjectivité composite, commune et bénéfique.

Nous sommes face à un dilemme. Dans la croisée de chemins que nous traversons, tout peut changer : lentement mais consciemment en mieux, ou plus rapidement et inconsciemment en pire. Les gens peuvent se (re)trouver ensemble et plus profondément dans des logiques de communion affectives et bénéfiques ou bien se perdre dans les remous de sociétés de plus en plus oppressives, étrangères à elles-même et en décomposition. Tout bien considéré, le drame actuel n'est pas une nouveauté absolue. Sans revenir trop loin en arrière : « L'épidémie de grippe porcine en 2009 a fait des centaines de milliers de morts, pour la plupart en Afrique et en Asie du Sud-Est. En Europe cependant, où la menace était bien moindre, les médias mettaient quotidiennement à jour le bilan des victimes et le nombre de cas suspects. Au Royaume-Uni, les autorités s'attendaient à 65 000 morts – il n'y en eut que 500. »

« Naturellement, ce comptage quotidien a alimenté la peur et poussé le monde politique à prendre des décisions hâtives et malavisées (dont la constitution de stocks de médicaments), sans prendre le temps d'examiner les faits. Tous les regards étaient braqués sur le nouveau virus inconnu, au mépris de menaces plus graves qui pesaient sur la population, comme la grippe saisonnière, qui en 2009 a fait infiniment plus de victimes que la grippe porcine. La grippe hivernale continue de faire énormément de morts (...). Le paludisme et la tuberculose font eux aussi des millions de victimes chaque année, en particulier dans les pays en développement. Rien qu'aux États-Unis, les infections nosocomiales tuent 99 000 patients par an – autant de malheureux dont personne ne parle. » Gerd Gigerenzer, professeur à l'Institut Max Planck de Berlin, dans Courrier International nº1533, du 19/23 mars 2020).

La nouveauté réside dans la rapide diffusion du coronavirus à l'échelle mondiale mais inséparablement dans le dévoilement des effets de l'évidente impréparation démontrée par les institutions étatiques et par une grande partie des autorités scientifiques et hospitalières. Ces derniers siècles et décennies, avec la croissance exponentielle de la population mondiale et de la globalisation sauvage, on a vu une multiplication de signes avant-coureurs inquiétants et de dangers manifestes, cachés aux populations au lieu de leur en expliquer la nature et la gravité, empêchant ainsi une compréhension élémentaire des remèdes psychologiques et des comportements nécessaires. Ces dernières années, par exemple, les gouvernements des pays aujourd'hui les plus touchés comme l'Italie, les États-Unis, l'Espagne, ont lourdement continué leurs coupures dans les investissements pour la santé. Des attitudes criminelles qui s'expliquent et s'aggravent en considérant leur responsabilité directe face au désastre environnemental en général et à la pollution métropolitaine et des lieux d'exploitation (c'est-à-dire, de travail), y-compris les plus sacrés et importants comme les crèches, les écoles, les hôpitaux, les maisons de retraite et de convalescence.

Ça n'est pas nouveau, mais les conséquences sont aggravées. En dépit de certain-e-s bon-ne-s journalistes, le chaos d'information dominant qui diffuse des informations partielles, contradictoires, peu expliquées n'est pas nouveau non plus ; et comme à l'accoutumée flambent les imprécisions, oscillations et erreurs, monstruosités et répressions des gouvernements. Des facteurs qui ne vont pas dans le sens d'une responsabilisation individuelle, relationnelle et collective dont nous avons besoin. En particulier, si les données factuelles d'ensemble étaient fournies et expliquées (tout autre chose que le bombardement d'informations quotidiennes qui se chevauchent et de prévisions improbables) concernant l'hécatombe provoquée par les maladies existantes, soignables mais pas soignées ou négligées, et sur les ravages dus aux mauvais systèmes de santé ; si les précédents analysés par Gigerenzer avaient été pris en compte, nous aurions tous pu nous « éduquer au risque » qui aujourd'hui s'appelle coronavirus et qui demain pourra prendre d'autres caractères et d'autres formes. Mais en attendant, dans l'ère oppressive, nous sommes déjà face à une pluralité de risques létaux desquels nous devons nous protéger. La vraie nouveauté positive est qu'aujourd'hui nous pouvons tenter de reconnaître la globalité et la permanence des menaces, identifier, nous prémunir et nous préserver de certains dangers connus et d'être en alerte face à d'autres qui pourraient venir. Pour cela – citons encore une fois le perspicace Gigerenzer – il est nécessaire de ne pas se laisser attraper par « la peur des risques effrayants » qui alimente les confusions, inattentions et négligences. « Identifier ce qui nous fait peur et les raisons pour lesquelles nous avons peur, voilà un volet important de l'éducation au risque. La compréhension de l'incertitude et la psychologie vont même de pair. » (idem)

Nous sommes face à un problème de portée historique, inhérent aux caractères fondateurs de l'ère oppressive qui peuvent être affrontés et contrecarrés efficacement à long terme seulement en redécouvrant et en activant les meilleures essences de la nature humaine. La connaissance humaine partagée et la sagesse qui en dérive peuvent être salvatrices, l'ignorance, le mensonge, l'instruction bourgeoise, le savoir privé, non. Pour nous, humanistes socialistes, cette connaissance, information et éducation alternatives, à pratiquer et à diffuser, peuvent et doivent s'encadrer dans une vision et des modes d'existence sages et partagés, fruits du libre choix d'une communion bénéfique où l'on réfléchit et on dialogue, où l'on prend conscience et on agit ensemble, et donc, où nous nous soutenons et nous prenons soin de nous réciproquement.

Il est donc temps de réagir globalement, de prendre des responsabilités nouvelles et plus organiques pour la défense et l'amélioration de notre vie et de celle des gens, ce qui signifie une fois encore apprendre plus qui nous sommes, comment nous représentons et nous agissons en conséquence, en fondant, en formant, en réalisant notre expansion, en construisant notre courant. Réagir pour les personnes chères que nous attendons et qui nous attendent. Pour toutes celles et tous ceux que nous connaissons et auxquels nous pensons aujourd'hui plus que jamais. Pour ceux qui souffrent, pour ceux qui luttent, pour ceux qui guérissent. Pour les victimes du virus. Pour les sans abris, les immigré-e-s, pour ceux qui sont seuls, pour ceux qui vivent exaspérés le trouble mental, pour ceux qui ont des capacités diverses et sont encore plus en difficulté. Pour les enfants qui ne comprennent pas mais qui peuvent compter sur leur énergie vitale et sur la plasticité de leur système immunitaire. Pour les personnes âgées apeurées qui ne baissent pas les bras. Pour ceux qui travaillent, pour ceux qui n'ont plus d'argent. Réagir pour ceux qui n'arrivent pas à le faire.

Réagir en prenant la force et l'exemple des femmes et des hommes des services sanitaires qui s'efforcent et s'exposent, en extrayant du courage de la peur et en transformant le professionnalisme en générosité. Réagir dès le réveil, en prenant conscience de l'étrange silence qui nous entoure. En écoutant la nature qui palpite autour de nous et en sentant que nous en faisons partie. En élevant la conscience d'être humains entre les humains, aimant la vie sous toutes ses formes, confiants et en colère, combatifs et attentifs. Plus que jamais nous avons besoin des autres et eux de nous. Considérer l'humanité dans son ensemble ne signifie pas oublier les différences radicales en son sein. Nous nous reconnaissons similaires à toutes les femmes et tous les hommes face aux menaces imminentes, mais nous savons que la négligence et l'arrogance d'une petite partie de nos semblables constitue une menace en elle-même pour la majorité. L'arrogance et le délire d'omnipotence des oppresseurs, leur éternelle démarche belliqueuse, la logique patriarcale et anthropocentrique qui prévoit la soumission et l'exploitation (ouverte ou déguisée) du genre féminin et des populations, sont littéralement contre nature. Ils ne reconnaissent pas l'humanité commune, tout comme il ne respectent pas l'ensemble du vivant. C'est une chose d'être d'accord avec une mesure spécifique que prennent les serviteurs de l'État et de considérer les diversités entre eux. C'en est tout une autre que de se faire tragiquement l'illusion qu'ils pourraient avoir une fonction d'aide générale pour une humanité qu'ils méconnaissent, négligent et oppriment. C'est pour cela que se battre pour la défense et l'amélioration de la vie, signifie être implacables dans la dénonciation et dans le positionnement à leur encontre.

Réagir en découvrant notre entièreté psycho-physique, en soignant le corps et en ouvrant l'esprit. Mettons nos meilleurs habits. Mangeons bien, faisons culture des légumes et des fruits, découvrons les céréales, mesurons les protéines, dosons les glucides. Comme nous enseigne un ancien maestro : nous sommes (aussi) ce que nous mangeons. Réagir en observant nos objets : ces cadeaux, grands et petits, que nous avions reçus et peutêtre oubliés ou négligés, ce meuble qui nous raconte tant d'histoires.

Réagir en profitant de ces objets non-objets que sont les livres. Regardons-les, feuilletons-les, consultons-les, lisons-les ou relisons-les, annotons-les. Littérature et essais : nous pouvons apprendre en activant notre clé d'interprétation unique, créative, originale, et si ce sont des classiques ou non, nous le décidons nous-même en en extrayant des leçons de vie. Percevons la puissance de notre capacité réflexive : à partir des premières pistes nous remontons jusqu'à la découverte et nous nous retrouvons à inventer. Continuons à lire : lettres, cartes, petits mots et messages, journaux de bord, carnets de notes. Approfondissons qui nous sommes, pas simplement comment nous étions, et qui nous voulons être grâce aux personnes qui nous ont écrit et sur qui nous avons écrit. Ainsi nous nous préparons à les vivre à nouveau et mieux.

Réagir en bougeant, en faisant de l'activité physique où et quand c'est possible, même simplement devant chez soi ou à l'intérieur s'il n'y a pas d'autre possibilité. Pensons les mouvements corporels pendant que nous les réalisons, nous en bénéficierons aussi mentalement et un geste insolite deviendra un peu plus aisé.

Réagir en regardant les personnes chères et proches ; si pour le moment elle ne sont pas joignables nous avons des souvenirs vibrants et des photos qui nous parlent d'elles. Nous réussirons ainsi à observer notre regard dans le leur en le leur dédiant. En regardant autour de nous, nous trouverons des choses que nous n'avions jamais vues ou nous en découvrirons des lueurs et des significations différentes. Regardons les journaux télévisés, tout comme la presse, avec la capacité de sélectionner ce qui est vraiment significatif dans l'évolution de la pandémie et ce qui ne l'est pas, mais allons plus loin en cherchant à comprendre et à interpréter les choses qui se passent dans le monde. Regardons vers le haut : la lune, les étoiles, le ciel, les nuages. Regardons loin, il y a quelque chose à l'horizon. Regardons un bon film ou une série intéressante, tout en sachant que ce qui compte c'est le code d'interprétation morale et éthique. Regardons internet, si nous ne pouvons vraiment pas faire autrement, avec la prudence que méritent les machines que nous ne contrôlons pas mais qui au contraire nous contrôlent.

Réagir en écoutant les autres avec intensité, ce qui hier nous semblait prévisible, déjà connu, aura peut-être aujourd'hui un autre écho. Apprenons à moduler l'écoute, à comprendre les tonalités et les timbres, à élaborer le sens, à faire fonctionner la magie empathique qui nous permet de comprendre le pensé dans ce qui est dit. Écoutons le chant d'un oiseau ou le bruissement des feuilles, normalement couverts par le chaos, il peuvent nous dire des choses. Écoutons de la musique, beaucoup de musique : jazz, classique, blues, rock, opéra, celle que l'on aime et qui nous inspire le plus, en essayant de déchiffrer comment elle évoque nos états d'âme et accompagne nos représentations (senti)mentales.

Réagir en s'écoutant et en interagissant avec les personnes. D'accord, souvent, trop souvent, dans ces circonstances, ça n'est possible que par téléphone (ou d'autres moyens techniques) et ça nous limite, mais nous pouvons essayer de concentrer encore plus la pensée que nous avons de ces personnes. Nous pouvons transformer la partialité du mode de communication en une occasion d'en augmenter l'intensité. Nous pouvons pallier à la distance forcée avec la force de l'imagination, en préparant la réunion qui viendra. Affinons la pensée réciproque et confions-la aux paroles les plus appropriées, la compréhension mutuelle peut augmenter, les meilleures intentions converger et se renforcer, le sens de la communion s'activer et croître en dépit de la distance. Concevoir et esquisser ensemble un scénario idéal, ça veut dire savoir que l'on est ensemble et que l'on peut agir en accord. Toute relation bien cultivée fait grandir les protagonistes et génère en puissance d'autres relations qui en s'entrecroisant contribuent à la commune que nous recherchons.

Réagir en méditant, c'est-à-dire en portant la réflexion au plus haut niveau. Nous cherchons cette entièreté inatteignable mais pourtant présente, corporelle et mentale, entièreté psycho-physique. Entièreté dans les temps vécus et dans les espaces traversés. Entièreté dans les personnes, pour les personnes et des personnes rencontrées, connues, aimées. Entièreté convoitée mais inexplorée, perçue dans la concentration immobile de quelques minutes. Les sens, les tensions, les intentions, les facultés frémissent et se mélangent ; un tout chaotique et fécond à ordonner et à comprendre. Sentir le corps mentalement et puis le laisser reposer, équilibrer la propre pensée qui se pense elle-même et essaie de se traduire en actes. Chercher les mots et les concepts à restituer. Méditer sur l'être concret qui représente pour agir.

Réagir avec amour et par amour. Précisément maintenant, en défiant le destin adverse, c'est le moment de mesurer notre amour pour l'espèce humaine et pour la nature toute entière, en soupesant l'hostilité sereine mais irréductible envers ceux qui ont conduit les propres semblables au bord du gouffre et même au-delà, et attaquent la planète que nous habitons. Nous définissons notre amour pour le plus grand nombre et pour les derniers, nous ne savons pas s'ils seront les premiers mais en attendant nous cherchons leur délivrance, nous nommons et nous condamnons ceux qui les oppriment avec des guerres, États, lois patriarcales et systèmes industriels. La vision globale de notre amour mérite d'être précisée, concrétisée, pratiquée chaque jour. Envers toutes les formes du vivant comme nous l'a enseigné notre première maestra. Envers nos amis à quatre pattes si nous en avons, qui nous réclament, nous consolent, nous accompagnent. Envers les enfants qui nous jettent des regards curieux et pleins d'espoir, et méritent une pensée constante, compréhensive et stimulante, jamais présomptueuse et pressante. Envers ceux qui sont en difficulté et qui dans la privation libèrent une intensité humaine dont nous pouvons apprendre et que nous pouvons restituer avec respect, affection et solidarité. Envers ceux qui ont besoin d'aide matérielle, physique et psychologique, en sachant mesurer notre capacité à ce sujet. Envers les personnes courageuses – surtout médecins et infirmières/ infirmiers – qui s'efforcent sincèrement pour soigner, nous en reconnaissons et soutenons l'œuvre. Envers nos camarades qui avec leur positionnement et engagement accomplissent une œuvre précieuse pour le présent et le futur : le bien qu'ils font est le bien que nous leur voulons. Envers les nombreux ami-e-s qui nous soutiennent parce qu'ils comprennent que notre présence est un signal et une possibilité de rescousse aussi contre le virus. Envers les connaissances et les parents auxquels nous ne pensons peut-être pas toujours, aujourd'hui c'est le bon moment de leur exprimer une pensée sincère de proximité. Finalement et surtout pour les personnes avec qui nous avons une relationnalité intime, les premiers protagonistes divers de notre amour : faisons en sorte qu'il sentent à quel point ils sont fondamentaux, préparons-nous à les embrasser à nouveau fortement et longuement, préfigurons les caresses les plus douces et les plus audacieuses, les baisers sonores et de ceux qui n'en finissent jamais... La générosité de notre réaction d'amour, de nous tous, de nos rapports, qualifie et ennoblit l'amour de soi, qui ne s'attriste pas égoïste, mais se donne passionné. Nous découvrirons à quel point ceci nous rend meilleurs et nous prépare à approfondir et enrichir l'engagement pour une vie meilleure.

Réagir en recherchant. En théorisant parce que nous en sommes capables chacune et chacun, tous ensemble. Découvrons les idées qui germent, issues de l'expérience ou d'une autre idée, fruits d'un souvenir articulé ou d'une imagination fulgurante, et cultivons-les avec patience et audace, avec humilité et générosité, offrons-les aux autres en dialoguant pour mieux les comprendre et pour les affiner, les entrelacer et les enrichir, les corriger et les évaluer, écrivons-les en les incrustant dans la pensée générale et commune, faisons-en une orientation de vie. Apprenons à analyser en scrutant dans les comportements humains ce qui les préside, sans se limiter à cataloguer ou à mathématiser mais cherchant plutôt le sens immédiat et plus profond d'un évènement, d'un acte, d'un geste ; regardons le panorama de l'espèce pour comprendre les dehors d'une personne, ne perdons pas de vue son être pour comprendre ses paroles. Fondons quotidiennement notre éthique et notre morale, en sachant son immédiateté dans l'agir, son substrat dans le représenter, son principe dans l'être. Expérimentons la liberté en la suscitant chez l'autre personne et en la basant sur la communion et pour la communion, développons-la dans son caractère positif et respectueux qui la qualifie comme expansive. Vérifions le bien dans la joie de la vie, dans la lutte humble et grandiose pour l'existence, dans le bonheur des diverses unions desquelles nous sommes capables, dans le plus petit plaisir et dans le plus indicible qui ainsi deviendra encore plus grand, dans le bien-être de l'autre qui devient ainsi le nôtre et se sédimente. Saisissons et chantons la beauté de tout ce qui nous entoure en reconduisant à la vie l'idée de tout le vivant et de chacune de ses éruptions et de ses tressaillements, assumons et disons la beauté d'une pensée, d'une parole, d'un regard, d'un accord, d'une personne comme preuve qui démontre que nous sommes des êtres animés par des valeurs ; reflétons, respectons et jouissons de la beauté propre à chacune et chacun : ainsi nous atteindrons la beauté comme fruit de notre bien. Cherchons la vérité toujours relative, partielle, voire transitoire mais pas moins vraie pour autant, absorbons-la dans la connaissance des choses et des pensées, replaçons-la dans le regard d'ensemble qui en cela s'enrichit, se précise, s'ajuste, expérimentons la vérité de chacun/e dans les subjectivités qui s'identifient et s'entrelacent avec la texture indélébile de la sincérité et de la loyauté. Cherchons la justice pour les gens trop longtemps maltraités, négligés, ignorés ; redonnons de la valeur à leurs vies et à leurs idées, offronsnous comme sherpas dans la recherche des sommets qu'ils peuvent atteindre et par rapport auxquels ils sont incrédules ; trouvons la juste mesure aussi dans nos erreurs et dans celles de nos camarades pour en sortir enrichis avec humilité et cohérence.

En mettant à l'épreuve et en affinant notre immédiateté morale, en l'améliorant constamment en la donnant et en la partageant, nous comprendrons son fondement sentimental et sa valeur consciencielle. Avançons vers un horizon éthique des communions humanistes socialistes possibles, sur un chemin où chacune et chacun peut être protagoniste, et doit l'être s'il le veut. Nous comprendrons que les règles, les fleurissements parfois spontanés, peuvent être cultivés et peuvent donner des fruits sur la base du choix, dans un effort de fondation culturelle. Nous sommes au début de ce chemin, même s'il devient plus urgent, pressant, inéluctable pour comprendre, soutenir et enrichir la meilleure émergence, pour affronter les urgences collectives et individuelles, parfois éclatantes ou parfois sous-jacentes, pour affronter les désastres multiples et combinés de leur décadence qui risque d'ébranler de nombreuses bonnes personnes. Acquérons la ténacité et la patience des explorateurs d'un futur de bonheur possible déjà présent et enraciné dans un passé cohérent et prometteur même dans ses mésaventures. En découvrant dans l'expérience et dans l'existence les essences de l'humain, nous pouvons inventer une vie plus digne d'être pleinement vécue.

Réagir signifie encore une fois choisir et nous choisir, comme nous avons chercher à le faire depuis le début quand nous ne connaissions pas encore la signification théorétique de ce signifiant. Un choix de vie qui se renouvelle en nous dédiant aux gens, en commençant par les personnes qui veulent développer les meilleures intentions et apprendre à choisir à leur tour. C'est ce que sont en train de vivre avec passion et détermination des centaines de nos camarades aux côtés desquels nous pouvons et nous devons être encore plus, dans une croissance fantastique, riche, différenciée dont ils sont protagonistes. Nous pourrons parler d'eux si nous les écoutons plus profondément, nous pourrons les guider si nous nous laissons guider par leurs suggestions, nous pourrons les former si nous comprenons l'unicité de chacune et chacun et quand nous percevrons qu'ils nous enseignent à leur tour.

Réagir, c'est-à-dire renaître.

Ici, donc, la raison nous enseigne à quoi tendent nos actions et le sens d'humanité opère une distinction en faveur de celles qui sont utiles et bénéfiques.

David Hume

Dario Renzi, 2 avril 2020

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to react

It is needless to push our researches so far as to ask, why we have humanity or a fellowfeeling with others. It is sufficient, that this is experienced to be a principle in human nature.
David Hume

To react.

Right now, before dark comes upon us, before the sun comes up again.

A sudden, fast and unknown threat is spreading all around the world. We all have this epidemic menace in common and the necessary practical prevention measures are hygiene and "social distancing". How possible is it that the necessary isolation could nurture our reciprocal subjectivities or on the contrary give rise to loneliness? How possible is it for this emergency to awaken a more radical human emergence or, on the contrary, to deteriorate into a darker oppressive decadence? How much can we really understand and confront the viral danger without being overcome by panic, which causes other ails? How much will we seek renewed wisdom of our common humanity instead of aggravating the irrationality of prevailing individualism? These big questions regarding future prospects are surfacing and combine with the small important questions in relation to the immediate urgency. They should not be separated. Pope Francesco is right when he says " ...we are already starting to see what will come after. It comes later but it starts now" and we would add, that how it continues depends on us greatly. It is likely that this virus will last for a long time, it will disappear and reappear just like other epidemic illnesses will also make an appearance facilitated by human neglect and aggression towards our planetary resources. It is quite certain that the oppressive powers – who are responsible for the devastation that ruins the living conditions and hopes of the great majority of our species – will learn negative lessons from the current drama regarding the physical and mental health of their subjects. It is desirable that science and medical practice find effective preventive treatments, vaccines included. It is also known, however, that this indispensable endeavour is doubly obstructed, even diverted, by the conditioning of the bellicose-political and industrial powers as well as by the presumptuousness of scientific omnipotence, which disregards a more prudent holistic approach towards human beings. Nonetheless, and above all, it is possible that common people equipped with will and good intentions shall undertake a path of all-encompassing human enrichment with more conviction, in different ways; guided by a stronger sentimental reasoning and aimed at a freer, communal and beneficial composite subjectivity. We are facing an aut-aut.

Everything can change at the crossroads where we are: slowly yet conscientiously for the better or more rapidly and unconsciously for the worse. People can either come together more deeply through a logic of affectionate and beneficial communities or lose themselves in the vortex of a society which is increasingly oppressive, extraneous and in deterioration. Taking a closer look at this drama shows there is nothing absolutely new. Without having to go too far back in time: "The swine flu epidemic in 2009 caused hundreds of thousands of deaths especially in North Africa and South East Asia. Even in Europe, however, where the threat was much less the media kept updating the total number of victims and suspected cases daily. In the United Kingdom the authorities were expecting 65000 deaths and there were 500".

"Naturally, this daily count increased fear and pushed the political world to take hurried and frowned upon decisions (which included stock-piling of medicines), without taking the time to examine the facts. All eyes were upon the new unknown virus, disregarding the more serious menaces which were hitting the population, like the seasonal flu which in 2009 caused infinitely more victims than the swine flu. Seasonal flu continues to cause an enormous amount of deaths. Similarly, Malaria and tuberculosis cause millions of victims every year, especially in developing countries. It is in the U.S.A alone that nosocomial infections kill 99000 patients each year - yet another tragedy which nobody talks about" (Gerd Gigerenzer, professor at Max Planck Institute in Berlin, Courrier International issue no. 1533) The novelty is in the rapid spread of the coronavirus on a global scale but it also inseparably unveils the effects of the clamorous ill-intentioned approach and evident unpreparedness on behalf of government institutions, as well as of a large part of the scientific and hospital-related authorities. The exponential growth of the global population together with savage globalization have concealed the increase of unsettling early first signs and evident dangers in the last centuries and decades. These have been kept hidden from the populations instead of having their nature and seriousness explained, impeding an elementary understanding of the necessary psychological remedies and behaviours. In recent years, for example, the governments of countries which have been affected the most such as Italy, the U.S.A and Spain have kept up their heavy cuts to health investment. These are criminal-like attitudes which are explained and aggravated by their direct involvement and responsibility in the environmental disaster in general, pollution in cities and in places of exploitation (i.e. work) - including the most sacred and important ones such as kindergartens, schools, hospitals, care homes and nursing homes.

This isn't new. However, it has worsened in its consequences. Not even the prevailing information chaos - in spite of some able journalists- is new, spreading partial, contradictory and unexplained news; more solito flaring up superficiality, oscillations, mistakes, government monstrosities and repression. These factors do not help individual, relational and collective responsibilization at all, which we are now in real need of. If factual evidence had been given and explained (which is completely different from the bombardment of randomly thrown together daily news with improbable predictions) regarding the tragedies provoked by existing diseases, curable yet uncured or neglected, as well as the massacres due to health malpractice; if the previous events analysed by Gigerenzer had been taken into consideration, we could all have been "educated to risk". This risk is the coronavirus today but it might take on different traits and shapes tomorrow. In the meantime, however, there are already multiple lethal risks to beware of in this oppressive era.

The real good news is that now we can try to recognize the global and permanent aspects of the menaces. We can identify known dangers, prepare and preserve ourselves from them, and be alert in relation to other dangers that might come. In order to do so, quoting the acute Gigerenzer, it is necessary not to be overtaken by the "fear of scary risks" which feeds confusion, carelessness and negligence. "Identifying what scares us and the reasons why we are scared, is precisely an important aspect of risk education. Understanding uncertainty goes hand in hand with psychology" (idem). We are facing a problem of historical importance, inherent to the founding characteristics of this oppressive era which can be efficiently confronted and contrasted in the long-term only through rediscovering and activating the best essences of human nature. A shared human knowledge and the resulting wisdom can be a lifeline, while ignorance, lies, bourgeois instruction and private knowledge cannot.

For us, socialist humanists, this alternative knowledge, information and education – to be practiced and spread - can and should be placed within a wise framework and shared ways of living, a result of the choice made freely by a beneficial community. One where reflection and dialogue take place, where we increase self-awareness conscientiously and act together, hence supporting and caring for each other.

This is the reason why now is the time to react in an all encompassing manner, to take on new and more organic responsibilities to defend and improve our own life as well as that of our people. This means once again and even more so, learning who we are, learning how we represent and act, consequently founding, educating, expanding and building our Socialist Humanist Current. To react for our beloved ones whom we long for and who long for us. For all the people we know and who we think of now more than ever. For those who are suffering, those who fight, those who heal. For those who are victims of the virus. For the homeless, immigrants, for those who are alone, for those who live mental distress exasperatedly, for those who are differently able and struggling even more. For young children who do not understand but count on their vital energy and the plasticity of their immune system. For old people who are scared yet do not give up. For those who are not working, those who are running out of money. To react for those who can't.

To react by gaining strength from and following the example of women and men in the health services who are committed and exposed, who find courage in fear and transform professionalism into generosity. To react from the moment we awake, regaining consciousness in the strange silence around us. Let's listen to nature which pulsates around us, and feel an integral part of it. Let's elevate our consciousness of being human among humans, lovers of life in all its shapes, hopeful, angry, fighting and careful. We need others and others need us now more than ever. Thinking about humanity as a whole does not mean overlooking the radical internal differences. We recognize ourselves as similar to every woman and man facing looming menaces, but we know that the neglect and insolent arrogance of a small minority of our very fellow human beings constitutes a menace in itself for the great majority. What is literally against nature is the arrogance and the omnipotence frenzy on behalf of oppressors, their permanent war-like stride, the patriarchal and anthropocentric logic which contemplates submitting and exploiting the female gender and populations - blatantly out in the open or in disguise. They do not recognize our common humanity just as they do not respect the whole of the living. One thing is to agree on certain specific measures taken by the servants of the State and to consider the differences between who they are, another very different thing is to tragically delude oneself into believing that they can serve the function of being of general help for a humanity they do not know, one which they neglect and oppress. This is the reason why committing and fighting to defend and improve life means being implacable in denouncing them and choosing sides against them. To react, discovering our psycho-physical wholeness, looking after our bodies and opening our minds. Let's wear our best clothes. Let's feed ourselves well, let's learn about vegetables and fruit, let's discover cereals, measure the proteins, ration the carbohydrates. Just like a master from the past said: we are (also) what we eat.

To react by observing our belongings: those big and small gifts, that we have received and maybe have forgotten or neglected, like a piece of furniture which tells so many stories. To react by taking full advantage of those objects which aren't really objects: books. Let's look at them, browse through them, consult them, read or reread them and make notes on them. Whether literature or essays: we can learn through developing our unique, creative and original interpretative ability. Whether they are classics or not, it is up to us to decide which life lessons are worth learning or not. We can perceive the power of our reflective ability: from certain clues we start discovering and find ourselves inventing. Let's continue reading: letters, postcards, notes and messages, diaries, notebooks. Let's dive deeper into getting to know ourselves, not simply as to who we once were but also as to who we want to be, thanks to the people that have written to us and those that we have written about. In this way we are preparing ourselves to relive them once again and in a better way. To react through movement, through physical activity wherever and whenever possible, even just near home or at home if there's no other possibility. Let's think about our every body movement as we make it. In doing so we will also see the mental benefits and a movement which was once unusual might become more effortless. To react by looking at our dear ones, if they're not reachable at the moment we still have their memories breaming with longing and their telling-story photographs. In this way we will be able to find our gaze in theirs while gifting them with our own. If we look around we'll find things never seen before or we'll find new shades and meanings. Let's watch or read the news selecting consciously what is really significant and what isn't in the evolving of the pandemic, but let's go beyond and try to understand and interpret what is going on in the whole world. Let's lift our eyes upwards: towards the moon, the stars, the sky, the clouds. Let's look far away, there's something on the horizon. Let's watch good movies and interesting TV series, being aware of just how important the moral and ethic code is to interpret them. Let's go on the web if we cannot avoid it, with the due caution in relation to machines that we do not control but which, on the contrary, control us. To react by listening to others with intent, what was taken for granted or what we thought as already known yesterday may sound differently today. Let's learn how to fine tune our listening, to understand different tonalities and timbres, to elaborate the meaning, working the empathetic magic that allows us to discern the underlying thought process from what is said. To listen to a bird's song or to the rustling of the leaves, usually surmounted by noisy chaos, they can really tell us something. Let's listen to a lot of music: jazz, classical, blues, rock, opera, whatever we like and whatever inspires us, trying to understand how it affects our moods and accompanies our (senti)mental interpretations.

To react by staying in touch and interacting with our people. Surely, too often, under these circumstances, this is only possible through phone calls (or through other technical means) and this is limiting, however, we can try to concentrate even more on how we think of them. We can turn the partiality of the means into an opportunity to increase the intensity. We can make do with the imposed distance by activating our imagination and preparing for when we will next meet again. Let's tune our mutual thinking and choose the most appropriate words to convey it, so that mutual comprehension can soar, so the best intentions can then converge and be strengthened and the sense of community can alight, growing in spite of the distance. Planning and projecting together an ideal scenario implies knowing that we are together and that we can act in accord. Each relationship, if well cultivated, elevates its protagonists and potentially generates other relationships which intertwined with each other contribute to the commune that we're striving for.

To react through meditating, in other words, reaching the highest level of reflection. Let's seek a psycho-physical wholeness, a corporeal and mental one that is unreachable yet present. Wholeness in the times and places we have lived. Wholeness within, of the people and for the people we've met, the ones we know, the ones we love. Wholeness we've longed for, yet unexplored, felt in the still concentration of a few minutes. The senses, the

tensions, the intentions and faculties all palpitate and blend together, a chaotic and fruitful whole that must be ordered and understood. Feeling the body mentally and then letting it rest, letting our thinking run freely while it thinks itself as it tries to transform into actions.

Looking for words and concepts to express. Meditating about our concrete being which constantly represents so as to act. To react with love and for love. Right now is the moment to measure our love for the human species and all of nature, challenging the cynical odds, weighing our composed yet relentless hostility towards those who have led their fellow humans to the edge of the precipice and beyond, assaulting the planet that we live upon. We define our love towards the majority and the last, we don't know if they shall be the first but in the meantime we strive for their emancipation, identifying and condemning those who oppress them through wars, governments, patriarchal laws and industrial systems. The global view of our love deserves to be improved, fine tuned, and put into practice every day. Towards every form of life, as our first mistress taught us. Towards our pets, if we have any, which need us, comfort us and keep us company. Towards children, who gift us with their curious and hopeful stares deserving of constant careful thought which ought to be considerate, supportive and never presumptuous nor forceful. Towards anyone in distress who under this harsh deprivation unleashes a human intensity, one which we can learn from and give back with respect, affection and solidarity. Towards those who are in need of practical, physical or psychological help measuring it against our own possibilities. Towards the good people, first of all doctors and nurses, who sincerely strive to heal people, we recognize and support their endeavour. Towards our comrades who are building a precious endeavour for the present and the future, through taking sides and through their commitment: the good they do equals the love we feel for them. Towards the many friends who support us because they understand that our presence is a sign and a possibility of a comeback even against the coronavirus. Towards acquaintances and family members whom we may often not think about, now is the time to express sincere closeness to them. Finally, and most of all, to those whom we have an intimate relationship with, first protagonists of our love in different ways: let's make sure they feel how fundamental they are for us, let's prepare for when we'll embrace them again long and tight, envisioning the sweetest and most audacious caresses, little kisses or the lingering type that never end... The generosity of reacting with love, by all of us, in our relationships, qualifies and conveys nobility to loving oneself, which doesn't selfishly sadden but gifts itself passionately. It is through this that we shall find how it can make us better and prepare us to deepen and enrich our commitment towards a better life.

To react by researching, as each one of us is capable of theorizing, individually and together.

Let's identify blossoming ideas, arisen from experience or from previous ideas, derived from an articulate memory or striking imagination, so as to cultivate them with patience and courage, humility and generosity; let's offer them to others through dialogue in order to better understand and improve, intertwine and enrich, amend and value such ideas, let's write them down inlaying them with our general thinking and our common reflection, let's make of them a possible orientation in life. Let's learn how to analyse human behaviour closely examining what lies at the root, let's not stop at classifying or mathematizing but instead let's look for both the immediate and deeper meanings, of an event, an action, a gesture; let's have a whole picture prospect of our species to understand the semblance of a person, keeping in mind who they are to be able to better understand their words. Let's build our ethics and morals every day, knowing how they have an immediate expression in actions, a background in our interpretations and a principle in our being. Let's experience freedom evoking it in others, founding it within and for the community, let's develop it in its positive and respectful aspect qualifying it as expansive. Let's make the good come true in the joy of living, through the humble fights and the great fights for existence, through the happiness for the different kinds of unions that we are capable of, through the smallest of pleasures as well as the most indescribable ones so that they grow, through the well-being of others which can become our own and be strengthened. Let's grasp and sing of the beauty which is around us, making life itself the starting point of our idea of the whole of the living, one which constantly arises and jolts. Let's comprehend and speak of the beauty of a thought, a word, a glance, an understanding, a person as proof of us as value driven beings. Let's reflect, respect and enjoy the beauty of each one of us: in this way we will experience beauty as a result of our own good. Let's trace a truth that is always relative and partial, even fleeting, but not because of this less true. Let's assimilate it in the knowledge of things and of our thinking, placing it within a whole picture outlook, which in order enriches, fine-tunes and adjusts itself. Let's live each one's truth within their subjectivities as they identify and indelibly intertwine with sincerity and loyalty.

Let's pursue justice for our people who have been mistreated, neglected and ignored for too long; let's restore value to their lives and their ideas, let's offer ourselves as sherpas in their quest to reach their highest peaks, ones which they can hardly believe; let's find the right weighing of our mistakes and those of our comrades such as to be enriched in humility and coherence. We will understand the sentimental foundations and conscientious value of our moral immediateness through experimenting, fine-tuning, improving it constantly and by gifting it and sharing it. We are going towards an ethical horizon of possible socialist humanist communities, on a path where anyone and everyone can be a protagonist, and must be one, if they choose so. We shall understand that rules, sometimes spontaneous blossoms, can be cultivated and be an expression of our ability to choose within an effort of founding culture. This journey is at the beginning, yet it is evermore urgent, pressing and necessary in order to comprehend, support and nurture the best human emergence dealing with both individual and collective emergencies at times evident and at times hidden; to face the multiple and combined disasters due to their decadence with the risk of overwhelming many good people. Let's acquire the tenacity and patience befitting explorers of a future of possible happiness, one that is already present and rooted in a coherent and promising past even in its misadventures. In discovering our human essences, both in experience and existence, we can create a life more worthy of living.

To react means, once again, making choices and choosing ourselves, as we have tried to do since the beginning even when we still didn't know the theoretical meaning of this signifier. A life choice that is renewed by dedicating ourselves to our people, starting with those who want to express their best intentions and, in turn, learn to choose. It's what hundreds of our comrades are living with passion and determination, we can and must be even more by their side during the fantastic, rich and differentiated growth they are experiencing as protagonists. We can better talk to them if we listen to them more deeply, we can guide them if we let ourselves be guided by their suggestions, we can educate them if we realize each one's uniqueness and if we perceive that they, in turn, are also teaching us.

To react, in other words, to be born again.

Here therefore reason instructs us in the several tendencies of actions, and humanity makes a distinction in favour of those which are useful and beneficial.
David Hume

Dario Renzi, April 2nd 2020

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Reaccionar

No es necesario llevar nuestras investigaciones hasta preguntarnos por qué tenemos el sentido de la humanidad y de simpatía por los demás. Basta con que se experimente que es un principio de la naturaleza humana.
David Hume

Reaccionar.

Ahora, antes de que llegue la noche, antes de que vuelva a salir el sol.

Un peligro repentino, rápido, desconocido, se difunde por todo el mundo. Estamos acomunados por la amenaza epidémica, las prevenciones prácticas indispensables son la higiene y el "distanciamiento social". ¿En qué medida el confinamiento necesario puede hacer que maduren nuestras recíprocas subjetividades o, por el contrario, desembocar en soledad? ¿En qué medida esta emergencia puede suscitar una emersión humana más radical o, al contrario, hacer que nos precipitemos en una decadencia opresiva más oscura? ¿En qué medida logramos comprender y hacer frente al peligro viral sin dejarnos invadir por el pánico, que puede producir otros daños? ¿En qué medida buscaremos una sabiduría renovada de la común humanidad en vez de agravar la irracionalidad del individualismo imperante? Los grandes interrogantes sobre las perspectivas apremian y se mezclan con las pequeñas pero importantes preguntas sobre la urgencia inmediata. No se les debería separar. En esto tiene razón el Papa Francisco cuando dice: «... ya empezamos a ver el después. Llegará más tarde, pero empieza ahora» y, añadimos nosotros, cómo continuará depende mucho de nosotros. Es probable que este virus dure bastante, que desaparezca y reaparezca del mismo modo que otras enfermedades epidémicas harán su aparición debido a la incuria y a la agresión humana a los recursos del planeta. Es bastante cierto que los poderes opresivos, responsables de devastaciones que castigan las condiciones y las esperanzas de existencia de la gran mayoría de la especie, extraerán del actual drama enseñanzas negativas para la salud física y mental de sus súbditos. Es de esperar que la ciencia y la práctica médica encuentren curas preventivas eficaces, vacunas incluidas, pero ya se sabe que esta obra indispensable está obstaculizada doblemente, e incluso desviada, por los condicionamientos de los poderosos bélico-políticoindustriales así como por la presunción de omnipotencia científica, que prescinde de una visión holista más cauta de los seres humanos. En cambio, y es lo más importante, es posible que las personas comunes dotadas de voluntad y de buenas intenciones emprendan con más convicción, de maneras diferentes, un camino de enriquecimiento humano de conjunto, guiados por una razón sentimental más fuerte y orientadas hacia una libre subjetividad compuesta/heterogénea, común y benéfica. Nos encontramos frente a una disyuntiva. En la encrucijada que estamos atravesando todo puede cambiar: lenta pero conscientemente a mejor; o más veloz e inconscientemente a peor. La gente puede (re)encontrarse junta y más profundamente en lógicas de comunión afectivas y benéficas, o bien perderse en las vorágines de sociedades crecientemente opresivas, extrañas a sí mismas y en descomposición. Si miramos bien, el drama actual no es una novedad absoluta. Sin remontarse demasiado lejos en el tiempo: «La epidemia de la gripe A en 2009 ha supuesto cientos de miles de muertos, en África sobre todo, y en el Sudeste asiático. Sin embargo, en Europa, donde el peligro era mucho menor, los medios de comunicación actualizaban cotidianamente el balance de las víctimas y el número de casos sospechosos. En el Reino Unido, las autoridades se esperaban 65.000 muertes y se han producido 500».

«Naturalmente, esta contabilidad cotidiana ha alimentado el miedo y ha empujado al mundo político a tomar decisiones apresuradas y mal vistas (entre ellas el almacenamiento de stocks de medicamentos), sin darse el tiempo de examinar los hechos. Todas las miradas estaban dirigidas hacia el nuevo virus desconocido sin preocuparse de los peligros más graves que amenazaban a la población, como la gripe estacional, que en 2009 ha producido infinitamente más víctimas que la gripe A. La gripe invernal sigue produciendo un enorme número de muertes. El paludismo y la tuberculosis producen, a su vez, millones de víctimas cada año, en particular en los países en vías de desarrollo. Solamente en los Estados Unidos, las infecciones nosocomiales producen la muerte de 99.000 pacientes al año –otra desventura de la que nadie habla–» (Gerd Gigerenzer, profesor del Instituto Max Planck de Berlín, en Courrier International, nº 1533, del 19/23 de marzo de 2020).

La novedad es la rápida difusión del coronavirus a escala mundial, pero, inseparablemente de esto, el desvelamiento de los efectos de la clamorosa mala fe y de la falta de preparación demostrada por las instituciones estatales y por gran parte de las autoridades científicas y hospitalarias. En los últimos siglos y décadas, con el crecimiento exponencial de la población mundial y de la globalización salvaje, se han puesto de manifiesto la multiplicación de síntomas inquietantes y de peligros patentes, que se han mantenido ocultos a las poblaciones, en lugar de explicar su naturaleza y su gravedad, impidiendo de ese modo una comprensión elemental de las medidas psicológicas y comportamentales necesarias.

Por ejemplo, durante los últimos años los gobiernos de los países más castigados hoy por la pandemia, como Italia, Estados Unidos y España, han seguido recortando gravemente las inversiones en sanidad. Actitudes criminales que se explican y se agravan teniendo en cuenta su responsabilidades directas en el desastre ambiental en general y en la contaminación metropolitana y de los lugares de explotación (es decir, de trabajo), incluidos los más sagrados e importantes, como las guarderías, las escuelas, los hospitales, las residencias de ancianos y ancianas. Ni siquiera es nuevo, sino agravado respecto a sus consecuencias, el caos informativo imperante, que con excepción de algunas/os buenas/os periodistas, difunde noticias parciales, contradictorias, poco explicadas; y como de costumbre, estallan imprecisiones, oscilaciones y errores, monstruosidades y represiones por parte de los gobiernos. Factores estos últimos que no favorecen en absoluto la responsabilización individual, relacional y colectiva que necesitamos. De manera especial, si se hubiesen proporcionado y explicado los datos fácticos de conjunto (que es algo muy distinto del bombardeo de noticias cotidianas amontonadas y de previsiones improbables) sobre la hecatombe provocada por las enfermedades existentes, curables pero no curadas o descuidadas, y sobre los estragos debidos a la mala sanidad; si se hubiesen examinado los precedentes analizados por Gigerenzer, todos podríamos habernos «educado en el riesgo» que hoy se llama coronavirus, que mañana podrá asumir otras características y otras formas, pero que, mientras tanto, en la era opresiva ya se manifiestan efectivamente una pluralidad de riesgos letales de los que preservarse. La verdadera novedad positiva es que hoy podemos tratar de reconocer la globalidad y la permanencia de las amenazas, identificar, precaverse y preservarse de algunos peligros conocidos y estar en guardia con respecto a otros que podrían llegar. Para hacerlo es necesario, citando de nuevo al agudo Gigerenzer, no ser víctima «del miedo a correr riesgos espantosos», que alimenta la confusión, el descuido y la incuria. «Identificar lo que nos produce miedo y las razones por las que tenemos miedo es un aspecto importante de la educación a la existencia del riesgo. La comprensión de la incertidumbre y la psicología van de la mano» (ídem). Estamos frente a un problema de envergadura histórica, inherente a las características fundacionales de la era opresiva, que sólo pueden ser afrontadas y contrarrestadas eficazmente a la larga redescubriendo y activando las mejores esencias de la naturaleza humana. El conocimiento humano compartido y la sabiduría que de él se deriva pueden ser salvíficas; la ignorancia, la mentira, la educación institucional burguesa, el saber privado, no.

Para nosotros, humanistas socialistas, este conocimiento, información y educación alternativos, a practicar y difundir, pueden y deben enmarcarse en una visión y modos de existencia sabios y compartidos, fruto de la libre elección de una comunión benéfica, en la que se reflexiona y se dialoga, se toma conciencia y se actúa juntos; es decir, en la que nos apoyamos y nos cuidamos recíprocamente. Por tanto, es hora de reaccionar de conjunto, de tomarse responsabilidades nuevas y más orgánicas para la defensa y la mejora de nuestra vida y la de nuestra gente, lo que significa de nuevo y aún más aprender quiénes somos, cómo representamos y actuamos consecuentemente, fundando, formando, expandiendo y construyendo nuestra corriente.

Reaccionar en pos de las personas queridas que esperamos y que nos esperan. Por tantas y tantos que conocemos y que hoy tenemos más presentes que nunca. Por quien está sufriendo, por quien lucha, por quien sana. Por quien es víctima del virus. Por los sin hogar, por las/ los inmigrantes, por quien está solo, por quien vive exasperado el malestar mental, por quien tiene diferentes capacidades físicas y psíquicas y está aún con más dificultades. Por las niñas y los niños, que no comprenden pero que pueden contar con sus energías vitales y la plasticidad de su sistema inmunitario. Por las ancianas y los ancianos temerosos que no se rinden. Por quien no está trabajando, por aquellos a los que se les está acabando el dinero. Reaccionar por quien no logra hacerlo. Reaccionar, extrayendo fuerza y tomando ejemplo de las mujeres y de los hombres de los servicios sanitarios, que se comprometen y se exponen, sacando coraje del miedo y transformando la profesionalidad en generosidad. Reaccionar desde que nos despertamos, tomando conciencia del extraño silencio que nos rodea. Escuchando la naturaleza que late en torno a nosotros y sintiéndonos parte de ella. Elevando la conciencia de ser humanos entre los humanos, amantes de la vida en todas sus formas, con confianza y con rabia, combativos y atentos. Más que nunca necesitamos de los demás y ellos de nosotros. Considerar a la humanidad en su conjunto no significa olvidar las diferencias radicales dentro de ella. Nos reconocemos similares a cada mujer y a cada hombre frente a las amenazas inminentes, pero sabemos que la incuria y la protervia de una pequeña parte de nuestros semejantes constituye ella misma una amenaza para la gran mayoría. La arrogancia y el delirio de omnipotencia de los opresores, sus perennes andaduras bélicas, la lógica patriarcal y antropocéntrica, que prevé la sumisión y la explotación (abierta o enmascarada) del género femenino y de las poblaciones, son literalmente contra natura. Ellos no reconocen la común humanidad, así como no respetan el conjunto de lo viviente. Una cosa es concordar sobre algunas medidas específicas que toman los siervos del Estado y considerar la diversidad entre ellos, otra cosa es hacerse trágicamente ilusiones en que puedan tener una función de ayuda general para una humanidad que subestiman, descuidan y oprimen. Por eso, batirse por la defensa y la mejora de la vida significa ser implacables en la denuncia y en tomar posición contra ellos. Reaccionar, descubriendo nuestra entereza psico-física, cuidando el cuerpo y abriendo la mente. Pongámonos nuestras mejores ropas. Nutrámonos bien, hagamos cultura de las verduras y de la fruta, descubramos los cereales, midamos las proteínas, dosifiquemos los carbohidratos. Como nos enseña un antiguo maestro: somos (también) lo que comemos. Reaccionar, observando nuestras cosas: esos regalos grandes o pequeños que hemos recibido y quizás olvidado o descuidado, ese mueble que tantas historias nos cuenta. Reaccionar, aprovechando de esos objetos no objetos que son los libros. Mirémoslos, hojeémoslos, consultémoslos, leámoslos o releámoslos, anotémoslos. Literatura o ensayos: podemos aprender activando nuestra clave interpretativa única, creativa, original, y si son o no clásicos lo decidimos nosotros, extrayendo de ellos lecciones de vida. Sintamos la potencia de nuestra capacidad reflexiva: desde las pistas remontémonos hasta el descubrimiento y nos reencontremos como inventores. Sigamos leyendo: cartas, anotaciones, pequeñas notas y mensajes, diarios, cuadernos de apuntes. Profundicemos quiénes somos, no simplemente cómo éramos y quiénes queremos ser gracias a las personas que nos han escrito y de las que hemos escrito. De esa manera nos preparamos a vivirlas de nuevo y mejor.

Reaccionar, moviéndonos, haciendo actividad física donde y cuando sea posible, aunque sea sólo delante de casa o dentro de casa, si no tenemos otra posibilidad. Pensemos los movimientos corpóreos mientras los realizamos, nos beneficiaremos de ello también mentalmente, y un movimiento insólito se convertirá en algo más fácil. Reaccionar, mirando a las personas queridas y próximas; si por el momento no podemos acercarnos a ellas, tenemos recuerdos vibrantes y fotografías que nos hablan de ellas. De ese modo lograremos mirar nuestra mirada en la de ellas dedicándosela. Miremos a nuestro alrededor, encontraremos cosas nunca vistas antes o encontraremos en ellas luces y significados diversos. Miremos los telediarios como los periódicos, con la capacidad de seleccionar lo que verdaderamente es significativo en el desarrollo de la pandemia y lo que no lo es, pero vayamos más allá, buscando comprender e interpretar qué sucede en el mundo. Miremos hacia arriba: a la luna, a las estrellas, al cielo, a las nubes. Miremos lejos, hay algo en el horizonte. Veamos alguna buena película y alguna serie interesante, sabiendo que lo que cuenta es el código de interpretación moral y ética. Miremos en internet, si no podemos prescindir de ello, con la cautela que se merecen las máquinas que no controlamos y que, sin embargo, nos controlan. Reaccionar, escuchando con intensidad a los demás; lo que hasta ayer nos parecía algo dado por descontado, ya conocido, hoy quizás sonará diverso. Aprendamos a modular la escucha, a comprender tonos y timbres de voz, a elaborar el significado, a poner a funcionar la magia empática que nos permite comprender lo pensado de lo dicho. Escuchemos el canto de un pájaro y el murmullo de las hojas, sonidos cubiertos normalmente por el caos; pueden decirnos algo. Escuchemos música, mucha música: jazz, clásica, blues, rock, ópera, la que más nos gusta y nos inspira, tratando de descifrar cómo evoca nuestros estados de ánimo y cómo acompaña nuestras representaciones (senti)mentales.

Reaccionar, escuchando e interactuando con nuestras personas. Vale, muy a menudo, demasiado, en estas circunstancias sólo es posible por teléfono (o con otros medios técnicos) y esto nos limita, pero podemos tratar de concentrar más aún el pensamiento de ellas. Podemos transformar la parcialidad de la modalidad en una ocasión de crecimiento de la intensidad. Podemos obviar la distancia forzada con la fuerza de la imaginación, preparando la reunión que llegará. Afinemos el pensamiento recíproco y confiémoslo a las palabras más apropiadas; la comprensión mutua puede fermentar, las mejores intenciones pueden converger y reforzarse, el sentido de la comunión puede encenderse y crecer no obstante la distancia. Idear/proyectar y diseñar un escenario ideal juntos quiere decir saber que se es/ está juntos y poder actuar en concordancia con ello. Toda relación bien cultivada hace crecer a las/os protagonistas y genera potencialmente otras relaciones que, eslabonándose, contribuyen a la comuna que buscamos. Reaccionar meditando, es decir, llevando a un nivel más elevado la reflexión. Busquemos esa entereza inalcanzable y sin embargo presente, corpórea y mental, entereza psico-física. Entereza en los tiempos vividos y en los espacios atravesados. Entereza en las personas, por las personas, de las personas encontradas, conocidas, amadas. Entereza anhelada pero inexplorada, advertida en la concentración inmóvil de algunos minutos. En la que borbotean y se mezclan los sentidos, las tensiones, las intenciones, las facultades; un todo caótico y fecundo por ordenar y entender. Sentir el cuerpo mentalmente y después dejarlo reposar, ponderar el propio pensamiento que se piensa a sí mismo e intenta traducirse en actos. Buscar palabras y conceptos por restituir. Meditar del ser concreto que representa para actuar.

Reaccionar con amor y por amor. Precisamente ahora, desafiando la suerte adversa, es el momento de medir nuestro amor por la especie humana y toda la naturaleza, sopesando la hostilidad serena, pero irreducible, hacia quienes han llevado a sus propios semejantes al borde del abismo y más allá, y agrede el planeta que habitamos. Definamos nuestro amor por la mayoría y por los últimos; no sabemos si serán los primeros, pero mientras tanto buscamos su rescate, nombramos y condenamos a quienes les oprimen con guerras, Estados, leyes patriarcales y sistemas industriales. La visión global de nuestro amor merece precisarse, concretarse, practicarse cada día. Hacia toda forma de vida, como nos ha enseñado nuestra primera maestra. Hacia nuestros amigos de cuatro patas, si los tenemos, que nos preguntan, nos consuelan, nos acompañan. Hacia las niñas y los niños que nos donan miradas curiosas y esperanzadas y que merecen un pensamiento constante, comprensivo y estimulante, nunca presuntuoso ni apremiante. Hacia cualquiera que esté en dificultades y que en medio de la privación libera una intensidad humana de la que podemos aprender y restituir a su vez con respeto, afecto y solidaridad. Hacia quien necesita ayuda material, física y psicológica, sabiendo medir nuestra capacidad al respecto. Hacia las personas valientes –en primer lugar, médicas/os y enfermeras/os– que trabajan sinceramente para curar, reconocemos y apoyamos su obra. Hacia nuestras compañeras y nuestros compañeros, que con su posicionamiento y compromiso están llevando a cabo una obra valiosa para el presente y el futuro: el bien que hacen es el que les deseamos. Hacia tantas amigas y amigos que nos apoyan porque comprenden que nuestra presencia es una señal y una posibilidad de rescate, incluso frente al virus. Hacia las y los conocidos y familiares, en los que a veces no pensamos, hoy es el momento de expresarles un pensamiento sincero de cercanía. Finalmente y ante todo para las personas con las que tenemos una relacionalidad íntima, para las primeras y primeros protagonistas diversas y diversos de nuestro amor: hagamos de manera que sientan cuanto son fundamentales, preparémonos a volverlas/ os a abrazar fuerte y largo tiempo, prefiguremos las caricias más dulces y audaces, sonoros besos o esos que no terminan nunca... La generosidad de nuestra reacción de amor, de todos nosotros, de nuestras relaciones, cualifica y ennoblece el amor por uno mismo, que no se entristece de manera egoísta, sino que se dona apasionado. Descubriremos en qué medida nos hace mejores y nos prepara para profundizar y enriquecer nuestro compromiso por una vida mejor.

Reaccionar investigando. Teorizando porque somos capaces de ello cada una y cada uno, todas/os juntos. Descubramos las ideas que están apenas germinando, que surgen de la experiencia o de otra idea, como fruto de un recuerdo articulado o de una imaginación fulgurante, y cultivémoslas con paciencia y audacia, con humildad y generosidad; ofrezcámoselas a los demás, dialogando para comprenderlas mejor y afinarlas, entrelazarlas y enriquecerlas, corregirlas y valorizarlas, escribámoslas incrustándolas con el pensamiento general y común, hagamos de ellas una orientación de vida. Aprendamos a analizar escrutando en los comportamientos humanos aquello que los preside, no nos limitemos a catalogar o a matematizar, sino más bien busquemos el sentido inmediato y más profundo de un acontecimiento, de un acto, de un gesto; miremos el panorama de la especie para comprender el semblante de una persona, tengamos presente su ser para entender sus palabras. Fundemos cotidianamente nuestra ética y nuestra moral, sabiendo de su inmediatez en el actuar, de su sustrato en el representar, de su principio en el ser. Experimentemos la libertad suscitándola en la otra persona y basándola en la comunión y por la comunión, desarrollémosla en su carácter positivo y respetuoso, que la cualifica como expansiva. Verifiquemos el bien en la alegría de la vida, en la lucha humilde y grandiosa por la existencia, en la felicidad de las diferentes uniones de las que somos capaces, en el placer más pequeño y en el más innombrable, que de ese modo se convertirá aún en más grande, en el bien del ser del prójimo, que se convierte también en nuestro y que se sedimenta. Comprendamos y cantemos la belleza de lo que nos rodea, reconduciendo a la vida la idea del todo viviente, y de cada uno de sus brotes y de sus estremecimientos. Asumamos y nombremos la belleza de un pensamiento, de una palabra, de una mirada, de un acuerdo, de una persona, como prueba demostrativa de nuestro ser seres valoriales; reflejemos, respetemos y gocemos de la belleza propia de cada una y de cada uno: así alcanzaremos la belleza como fruto de nuestro bien. Busquemos la verdad, siempre relativa, parcial, incluso transitoria, pero no por ello menos verdadera; absorbámosla en el conocimiento de las cosas y de los pensamientos, reubicándola en la mirada de conjunto que en esto se enriquece, se precisa, se ajusta, experimentando la verdad de cada una/o en las subjetividades que se identifican y se entrelazan con el tejido indeleble de la sinceridad y de la lealtad. Busquemos la justicia para nuestra gente, durante mucho tiempo maltratada, descuidada, ignorada; volvamos a dar valor a sus vidas y a sus ideas; ofrezcámonos como sherpas en la búsqueda de las cumbres que pueden alcanzar y de las que son incrédulos; encontremos la justa medida también en nuestros errores y en los de nuestras/os compañeras/ os, para salir de ellos enriquecidos en humildad y coherencia. Ensayando y afinando nuestra inmediatez moral, mejorándola constantemente al donarla y compartirla, comprenderemos su base sentimental y su valencia conciencial. Marchemos hacia un horizonte ético de las comuniones humanistas socialistas posibles, en una andadura en la que cada una y cada uno puede ser protagonista, debe serlo si lo quiere. Comprenderemos que las reglas, florecimientos a veces espontáneos, pueden ser cultivadas y dar frutos electivamente, mediante un esfuerzo de fundación cultural. Esta andadura está al inicio, y sin embargo se plantea ya como urgente, apremiante, irrenunciable, para comprender, secundar y fecundar la mejor emersión, para afrontar las emergencias colectivas e individuales, a veces evidentes, otras implícitas, para hacer frente a los desastres múltiples y combinados de su decadencia, que corre el peligro de arrollar a muchas buenas personas. Adquiramos la tenacidad y la paciencia de los exploradores de un futuro de felicidad posible, presente ya y enraizado en un pasado coherente y prometedor, incluso en sus venturas y desventuras. Descubriendo en la experiencia y en la existencia las esencias de lo humano, podemos inventar una vida más digna de ser vivida plenamente. Reaccionar significa, una vez más, elegir y elegirnos, como hemos tratado de hacer desde el inicio, cuando todavía no conocíamos el significado teorético de este significante. Una elección de vida que se renueva dedicándonos a nuestra gente, empezando por las personas que quieren desarrollar las mejores intenciones y aprender, a su vez, a elegir. Es lo que están viviendo con pasión y con determinación cientos de nuestras compañeras y compañeros, de los cuales podemos y debemos estar aún más a su lado, en un crecimiento fantástico, rico, diferenciado, del que son protagonistas. Podremos hablarles si los escuchamos con más profundidad; podremos guiarles si nos hacemos guiar por sus sugerencias, podremos formarles si comprendemos la unicidad de cada una/o de ellas/os y cuando percibamos que nos están a su vez enseñando.

Reaccionar, es decir, renacer.
Por tanto, aquí la razón nos enseña a qué tienden las acciones, y, el sentido de humanidad obra una distinción a favor de aquellas que son útiles y benéficas
David Hume

Dario Renzi,

2 de abril de 2020

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Reagire

di Dario Renzi
Non c'è bisogno di spingere le nostre ricerche fino a domandare perché noi abbiamo il senso di umanità e di simpatia per gli altri. Basta che si sperimenti che è un principio della natura umana.
David Hume

Reagire.

Adesso, prima che scenda il buio, prima che risorga il sole.

Un pericolo improvviso, rapido, ignoto si diffonde in tutto il mondo. Siamo accomunati dalla minaccia epidemica, le prevenzioni pratiche indispensabili sono l'igiene e il "distanziamento sociale". Quanto il necessario isolamento può far maturare le nostre reciproche soggettività o viceversa sfociare in solitudine? Quanto questa emergenza può suscitare un emergere umano più radicale o al contrario precipitarci in una decadenza oppressiva più oscura? Quanto riusciamo a comprendere e fronteggiare il pericolo virale senza farci prendere dal panico che può produrre altri danni? Quanto cercheremo una rinnovata saggezza della comune umanità invece di aggravare l'irragionevolezza dell'individualismo imperante? I grandi interrogativi sulle prospettive urgono e si miscelano alle piccole importanti domande quotidiane sull'urgenza immediata. Non si dovrebbe separarli. Ha ragione in questo papa Francesco quando dice "...cominciamo già a vedere il dopo. Verrà più tardi ma comincia adesso" e, aggiungiamo noi, come continuerà dipende molto da noi. È probabile che questo virus durerà a lungo, sparirà e riapparirà, così come altre malattie epidemiche faranno la loro comparsa facilitate dall'incuria e dall'aggressione umana alle risorse planetarie. È abbastanza certo che i poteri oppressivi, già responsabili di devastazioni che colpiscono le condizioni e le speranze d'esistenza della stragrande maggioranza della specie, dal dramma odierno tireranno lezioni negative per la salute fisica e mentale dei loro sudditi. È auspicabile che la scienza e la pratica medica trovino cure preventive efficaci, vaccini compresi, ma è noto che quest'opera indispensabile è doppiamente ostacolata e persino deviata dai condizionamenti dei potentati bellico-politici ed industriali così come dalla presunzione di onnipotenza scientifica che prescinde da una visione olistica più cauta degli esseri umani. Soprattutto, però, è possibile che le persone comuni dotate di volontà e buone intenzioni intraprendano con più convinzione, in diversi modi, un cammino di arricchimento umano complessivo, guidati da una ragione sentimentale più forte e orientati verso una libera soggettività composita, comune e benefica.

Siamo di fronte ad un aut -aut. Nel crocevia che attraversiamo tutto può cambiare: lentamente ma consciamente in meglio o più velocemente ed inconsciamente in peggio. La gente si può (ri)trovare assieme e più profondamente in logiche di comunanza affettive e benefiche oppure perdersi nei gorghi di società crescentemente oppressive, estranee e in sfacelo. A ben guardare il dramma odierno non è una novità assoluta. Senza andare troppo lontano nel tempo: "L'epidemia di influenza suina nel 2009 ha fatto centinaia di migliaia di morti, soprattutto in Africa e nel sud-est asiatico. Tuttavia in Europa, dove la minaccia era molto minore, i media aggiornavano quotidianamente il bilancio delle vittime ed il numero dei casi sospetti. Nel Regno Unito, le autorità si aspettavano 65000 morti, ce ne sono stati 500." "Naturalmente questa contabilità quotidiana ha alimentato la paura e spinto il mondo politico a prendere delle decisioni affrettate e malviste (tra cui la costituzione di stock di medicinali), senza prendere il tempo di esaminare i fatti. Tutti gli sguardi erano puntati sul nuovo virus sconosciuto, senza curarsi delle minacce più gravi che pesavano sulla popolazione, come l'influenza stagionale, che nel 2009 ha fatto infinitamente più vittime che l'influenza suina. L'influenza invernale continua a fare un enorme numero di morti. Il paludismo e la tubercolosi fanno a loro volta dei milioni di vittime ogni anno, in particolare nei paesi in via di sviluppo. Solo negli Stati Uniti, le infezioni nosocomiali uccidono 99000 pazienti all'anno – un'altra sventura di cui nessuno parla" (Gerd Gigerenzer, professore all'istituto Max Planck di Berlino, su Courrier international, numero 1533, dal 19 al 23 marzo 2020). La novità consiste nella rapida diffusione del coronavirus su scala mondiale ma inseparabilmente nel disvelarsi degli effetti della clamorosa mala fede ed impreparazione mostrata dalle istituzioni statali e da gran parte delle autorità scientifiche ed ospedaliere. Gli ultimi secoli e decenni, con il crescere esponenziale della popolazione mondiale e della globalizzazione selvaggia, hanno appalesato il moltiplicarsi di avvisaglie inquietanti e pericoli manifesti che sono stati tenuti nascosti alle popolazioni in luogo di spiegarne la natura e la gravità, impedendo così una comprensione elementare dei rimedi psicologici e comportamentali necessari. Negli ultimi anni, per esempio, i governi dei paesi oggi più colpiti come l'Italia, gli Usa, la Spagna hanno continuato a tagliare pesantemente gli investimenti per la sanità. Atteggiamenti criminosi che si spiegano e si aggravano considerando la loro responsabilità diretta nel disastro ambientale in generale e nell'inquinamento metropolitano e dei luoghi di sfruttamento (cioè di lavoro) compresi i più sacri ed importanti come gli asili nido, le scuole, gli ospedali, le case di cura e di riposo.

Non è nuovo, ma aggravato nelle conseguenze, neppure il caos informativo imperante, a dispetto di alcune/i brave/i giornaliste/i, che diffonde notizie parziali, contraddittorie, poco spiegate; e more solito divampano pressapochismo, oscillazioni ed errori, mostruosità e repressioni dei governi. Fattori questi ultimi che non giovano affatto alla responsabilizzazione individuale, relazionale e collettiva di cui abbiamo bisogno. In special modo se fossero forniti e spiegati i dati di fatto d'assieme (che è cosa ben diversa dal bombardamento di notizie quotidiane affastellate e di previsioni improbabili) sull'ecatombe provocata dalle malattie esistenti, curabili ma non curate o trascurate, e sulle stragi per malasanità; se fossero stati presi in esame i precedenti analizzati da Gigerenzer, tutti ci saremmo potuti "educare al rischio" che oggi si chiama coronavirus, domani potrà assumere altri caratteri ed altre forme, ma intanto nell'era oppressiva c'è già in effetti una pluralità di rischi letali da cui guardarsi. La vera novità positiva è che oggi possiamo provare a riconoscere la globalità e permanenza delle minacce, individuare, premunirci e preservarci da alcuni pericoli noti ed essere in guardia rispetto ad altri che potrebbero venire. Per farlo è necessario, citando ancora l'acuto Gigerenzer, non farsi prendere dalla "paura dei rischi spaventosi" che alimenta confusione, disattenzione ed incuria. "Identificare ciò che ci fa paura e le ragioni per le quali abbiamo paura, ecco un aspetto importante dell'educazione al rischio. La comprensione dell'incertezza e la psicologia vanno di pari passo" (idem). Siamo messi di fronte ad un problema di portata storica, inerente i caratteri fondanti dell'era oppressiva che possono essere fronteggiati e contrastanti efficacemente alla lunga solo riscoprendo ed attivando le migliori essenze della natura umana. La conoscenza umana condivisa e la saggezza che ne deriva possono essere salvifiche, l'ignoranza, la menzogna, l'istruzione borghese, il sapere privato no.

Per noi umanisti socialisti questa conoscenza, informazione ed educazione alternative, da praticare e diffondere, possono e devono inquadrarsi in una visione e modi di esistenza saggi e condivisi, frutto della libera scelta di una comunanza benefica dove si riflette e si dialoga, si prende coscienza e si agisce assieme, quindi ci si sostiene e ci si cura a vicenda.

Quindi è ora di reagire complessivamente, di prenderci nuove e più organiche responsabilità per la difesa ed il miglioramento della vita nostra e della nostra gente, che significa ancora una volta ed ancor di più imparare chi siamo, come rappresentiamo ed agiamo di conseguenza fondando, formando, espandendo e costruendo la nostra corrente.

Reagire per le persone care che aspettiamo e ci aspettano. Per tante e tanti che conosciamo ed oggi teniamo più presente che mai. Per chi sta soffrendo, per chi lotta, per chi guarisce. Per chi è vittima del virus. Per gli homeless, le/gli immigrati, per chi è solo, per chi vive esasperato il disagio mentale, per chi è diversamente abile ed è ancor di più in difficoltà. Per le bimbe e i bimbi che non capiscono ma possono contare sulla loro energia vitale e la plasticità del loro sistema immunitario. Per le anziane e gli anziani timorosi che non si arrendono. Per chi non sta lavorando, per chi sta finendo i soldi. Reagire per chi non riesce a farlo.

Reagire traendo forza ed esempio dalle donne e dagli uomini dei servizi sanitari che si impegnano e si espongono, ricavando coraggio dalla paura e trasformando la professionalità in generosità. Reagire sin dal risveglio, prendendo coscienza nello strano silenzio che ci circonda. Ascoltando la natura che pulsa attorno a noi e sentendocene parte. Elevando la coscienza di essere umani tra gli umani, amanti della vita in tutta le sue forme, fiduciosi ed arrabbiati, combattivi ed attenti. Più che mai abbiamo bisogno degli altri e loro di noi.

Considerare l'umanità nel suo assieme non significa dimenticare le differenze radicali al suo interno. Ci riconosciamo simili ad ogni donna ed uomo di fronte a minacce sovrastanti, ma sappiamo che l'incuria e la protervia di una piccola parte dei nostri simili costituisce una minaccia essa stessa per la stragrande maggioranza. L'arroganza e il delirio di onnipotenza degli oppressori, il loro perenne incedere bellico, la logica patriarcale ed antropocentrica che prevede la sottomissione e lo sfruttamento (aperto o mascherato) del genere femminile e delle popolazioni sono letteralmente contro natura. Loro non riconoscono la comune umanità così come non rispettano l'assieme del vivente. Un conto è concordare su alcune misure specifiche che prendono i servi dello Stato e considerare le diversità tra loro, tutt'altro è illudersi tragicamente che loro possano avere una funzione di aiuto generale per un'umanità che misconoscono, trascurano ed opprimono. Perciò battersi per la difesa e il miglioramento della vita significa essere implacabili nella denuncia e nello schieramento contro di loro.

Reagire scoprendo la nostra interezza psico-fisica, curando il corpo ed aprendo la mente. Indossiamo i nostri abiti migliori. Nutriamoci per bene, facciamo cultura delle verdure e dei frutti, scopriamo i cereali, misuriamo le proteine, centelliniamo i carboidrati. Come ci insegna un maestro che fu: siamo (anche) ciò che mangiamo.

Reagire osservando le nostre cose: quei regali, grandi e piccoli, che abbiamo ricevuto e forse dimenticato o trascurato, quel mobile che ci racconta tante storie. Reagire approfittando di quegli oggetti non oggetti che sono i libri. Guardiamoli, sfogliamoli, consultiamoli, leggiamoli o rileggiamoli, annotiamoli. Letteratura o saggistica: possiamo imparare attivando la nostra chiave interpretativa unica, creativa, originale e se sono dei classici oppure no lo decidiamo noi estraendone delle lezioni di vita. Avvertiamo la potenza della nostra capacità riflessiva: dalle tracce risaliamo alla scoperta e ci ritroviamo ad inventare. Continuiamo a leggere: lettere, biglietti, bigliettini e messaggi, diari, quaderni di appunti. Approfondiamo chi siamo, non semplicemente come eravamo, e chi vogliamo essere grazie alle persone che ci hanno scritto e di cui abbiamo scritto. Così ci prepariamo a viverle di nuovo e meglio. Reagire muovendoci, facendo attività fisica dove e quando possibile, anche solo davanti casa o dentro se non c'è altra disponibilità. Pensiamo le movenze corporee mentre le compiamo, ne beneficeremo anche mentalmente ed un gesto insolito diverrà più agevole. Reagire guardando le persone care e prossime, se per il momento non sono raggiungibili abbiamo ricordi trepidanti e foto narranti. Riusciremo così a guardare il nostro sguardo nel loro dedicandolo. Guardandoci attorno troveremo cose mai viste prima o ne rintracceremo luci e significati diversi. Guardiamo telegiornali, come la stampa, con la capacità di selezionare ciò che è davvero significativo nell'evolvere della pandemia e ciò che non lo è, ma andiamo oltre cercando di capire ed interpretare cosa accade nel mondo. Guardiamo verso l'alto: la luna, le stelle, il cielo, le nuvole. Guardiamo lontano, c'è qualcosa all'orizzonte. Guardiamo qualche buon film e qualche serie interessante, sapendo quanto conta il codice di interpretazione morale ed etica. Guardiamo internet, se proprio non possiamo farne a meno, con la cautela che meritano delle macchine che non controlliamo ed invece ci controllano. Reagire ascoltando con intensità gli altri, ciò che fino a ieri ci sembrava scontato, già noto, forse oggi suonerà diverso. Apprendiamo a modulare l'ascolto, a comprendere toni e timbri, ad elaborare il significato, a far funzionare la magia empatica che ci permette di capire il pensato del detto. Ascoltiamo il canto di un uccello o lo stormire delle foglie, normalmente sovrastati dal caos, possono dirci qualcosa. Ascoltiamo musica, molta musica: jazz, classica, blues, rock, operistica, quella che più ci piace ed ispira, provando a decifrare come evoca i nostri stati d'animo e accompagna le nostre rappresentazioni (senti) mentali.

Reagire sentendosi ed interagendo con le nostre persone. Ok, molto spesso, troppo spesso in questi frangenti è possibile solo per telefono (o con altri mezzi tecnici) e questo ci limita, ma possiamo provare a concentrare ancor di più il pensiero di loro. Possiamo trasformare la parzialità della modalità in un'occasione di crescita dell'intensità. Possiamo ovviare alla distanza forzata con la forza dell'immaginazione, preparando la riunione che avverrà. Affiniamo il pensiero reciproco ed affidiamolo alle parole più appropriate, la comprensione mutua può lievitare, le intenzioni migliori convergere e rafforzarsi, il senso della comunanza accendersi ed accrescersi ad onta della distanza. Architettare e disegnare uno scenario ideale assieme, vuol dire sapere di essere assieme e di poter agire in concordia. Ogni relazione ben coltivata accresce le/i protagoniste/i e genera in potenza altre relazioni che inanellandosi contribuiscono alla comune che cerchiamo. Reagire meditando, ovvero portando al livello più alto la riflessione. Cerchiamo quell'interezza irraggiungibile eppure presente, corporea e mentale, interezza psico-fisica. Interezza nei tempi vissuti e negli spazi attraversati. Interezza nelle, per le e delle persone incontrate, conosciute, amate. Interezza bramata ma inesplorata, avvertita nella concentrazione immobile di qualche minuto. Fremono e si mescolano i sensi, le tensioni, le intenzioni, le facoltà, un tutto caotico e fecondo da ordinare ed intendere. Sentire il corpo mentalmente e poi lasciarlo a riposo, librare il proprio pensiero che pensa se stesso e prova a tradursi in atti. Cercare parole e concetti da restituire. Meditare dell'essere concreto che rappresenta per agire.

Reagire con amore e per amore.

Proprio ora, sfidando la sorte cinica e bara, è il momento di misurare il nostro amore per la specie umana e la natura tutta, soppesando l'ostilità serena ma irriducibile per chi ha condotto i propri simili sull'orlo del baratro e al di là ed aggredisce il pianeta che abitiamo. Definiamo il nostro amore per i più e gli ultimi, non sappiamo se saranno i primi ma intanto ne cerchiamo il riscatto, nominiamo e condanniamo chi li opprime con guerre, Stati, leggi patriarcali e sistemi industriali. La visione globale del nostro amore merita di essere precisata, concretata, praticata ogni giorno. Verso ogni forma del vivente come ci ha insegnato la nostra prima maestra. Verso i nostri amici a quattro zampe, se ne abbiamo, che ci chiedono, ci consolano, ci accompagnano. Verso le bimbe e i bimbi che ci donano occhiate curiose e speranzose e meritano un pensiero costante, comprensivo e suscitante, mai presuntuoso e pressante. Verso chiunque sia disagiato che nella privazione sprigiona un'intensità umana che possiamo apprendere e restituire con rispetto, affetto e solidarietà. Verso chi ha bisogno di aiuto materiale, fisico e psicologico, sapendo misurare la nostra capacità a riguardo. Verso le brave persone – innanzitutto mediche/i ed infermiere/i – che si adoperano sinceramente per curare, ne riconosciamo e sosteniamo l'opera. Verso le nostre compagne e i nostri compagni che con il loro schieramento ed impegno stanno compiendo un'opera preziosa per il presente ed il futuro: il bene che fanno è quello che gli vogliamo. Verso tante/i amiche/i che ci sostengono perché comprendono che la nostra presenza è un segnale ed una possibilità di riscossa anche nei confronti del virus. Verso le/i conoscenti e familiari cui casomai spesso non pensiamo, oggi è il caso di esprimere loro un pensiero sincero di vicinanza. Finalmente e innanzitutto per le persone con cui abbiamo una relazionalità intima, le prime protagoniste e i primi protagonisti diverse/ i del nostro amore: facciamo in modo che sentano quanto sono fondamentali, prepariamoci a riabbracciarli forte e a lungo, prefiguriamo le carezze più dolci ed audaci, baci con lo schiocco o di quelli che non finiscono più... La generosità del nostro reagire d'amore, di noi tutti, dei nostri rapporti qualifica e nobilita l'amore di sé che non si intristisce egoista ma si dona appassionato. Scopriremo quanto ciò ci rende migliori e ci prepara ad approfondire ed arricchire l'impegno per una vita migliore.

Reagire ricercando. Teorizzando perché ne siamo capaci ciascuna e ciascuno, tutte/i assieme. Scoviamo le idee in germoglio, sorte dall'esperienza o da un'altra idea, frutto di un ricordo articolato o da un'immaginazione folgorante, e coltiviamole con pazienza ed audacia, con umiltà e generosità; offriamole alle altre e agli altri dialogando per capirle meglio ed affinarle, intrecciarle ed arricchirle, correggerle ed avvalorarle, scriviamole intarsiandole con il pensiero generale e comune, facciamone un orientamento di vita. Impariamo ad analizzare scrutando nei comportamenti umani ciò che li presiede, non limitiamoci a catalogare o a matematizzare ma piuttosto cerchiamo il senso immediato e più profondo di un avvenimento, di un atto, di un gesto; guardiamo al panorama della specie per capire la parvenza di una persona, teniamo presente il suo essere per intenderne le parole. Fondiamo quotidianamente la nostra etica e la nostra morale, sapendone l'immediatezza nell'agire, il retroterra nel rappresentare, il principio nell'essere. Sperimentiamo la libertà suscitandola nell'altra persona e basandola per e nella comunanza, sviluppiamola nel suo carattere positivo e rispettoso che la qualifica come espansiva. Inveriamo il bene nella gioia della vita, nella lotta umile e grandiosa per l'esistenza, nella felicità delle diverse unioni di cui siamo capaci, nel piacere più piccolo e in quello più indicibile che così diverrà ancor più grande, nel benessere altrui che diventa anche nostro e si sedimenta.

Cogliamo e cantiamo la bellezza di quanto ci circonda riconducendo alla vita l'idea del vivente tutto e di ogni suo sorgere e sussultare, assumiamo e diciamo la bellezza di un pensiero, di una parola, di uno sguardo, di un'intesa, di una persona quale prova probante del nostro essere valoriali, rispecchiamo, rispettiamo e godiamo della bellezza propria di ciascuna e ciascuno: così attingeremo alla bellezza come frutto del nostro bene. Rintracciamo la verità sempre relativa, parziale, persino transeunte ma non perciò meno vera, assorbiamola nella conoscenza delle cose e dei pensieri, ricollocandola nello sguardo d'assieme che in ciò si arricchisce, si precisa, si aggiusta, sperimentiamo la verità di ciascuna/o nelle soggettività che si identificano e si intrecciano con la tessitura indelebile della sincerità e della lealtà. Cerchiamo la giustizia per la nostra gente troppo a lungo maltrattata, trascurata, ignorata, ridiamo valore alle loro vite ed alle loro idee, offriamoci come sherpa nella ricerca delle vette che possono raggiungere e di cui sono increduli; troviamo la giusta misura anche negli sbagli nostri e dei nostri/e compagni/e per uscirne arricchiti in umiltà e coerenza. Provando ed affinando la nostra immediatezza morale, migliorandola costantemente nel donarla e condividerla, capiremo il suo fondamento sentimentale e la sua valenza coscienziale. Procediamo verso un orizzonte etico delle comunanze umaniste socialiste possibili, in un cammino dove ognuna ed ognuno può essere protagonista, dev'esserlo se lo vuole. Capiremo che le regole, talvolta fioriture spontanee, possono essere coltivate e fruttare elettivamente in uno sforzo di fondazione culturale. È al principio questo cammino, eppure si propone più urgente, pressante, irrinunciabile per comprendere, assecondare e fecondare il miglior emergere, per affrontare le emergenze collettive ed individuali talvolta eclatanti altre volte sottese, per fronteggiare i disastri molteplici e combinati della loro decadenza che rischia di travolgere tante persone buone. Acquisiamo la tenacia e la pazienza degli esploratori di un futuro di felicità possibile già presente e radicato in un passato coerente e promettente anche nelle sue disavventure. Scoprendo nell'esperienza e nell'esistenza le essenze dell'umano possiamo inventare una vita più degna di essere vissuta appieno. Reagire significa ancora una volta scegliere e sceglierci, come abbiamo cercato di fare sin dall'inizio quando ancora non conoscevamo il significato teoretico di questo significante. Una scelta di vita che si rinnova dedicandoci alla nostra gente, a cominciare dalle persone che vogliono svolgere le migliori intenzioni ed imparare a scegliere a propria volta. È quello che stanno vivendo con passione e determinazione centinaia di nostre/i compagne/i a cui possiamo e dobbiamo stare ancor più al fianco in una crescita fantastica, ricca, differenziata di cui sono protagoniste/i. Potremo dir loro se li ascolteremo con più profondità, potremo guidarli se ci facciamo guidare dai loro suggerimenti, potremo formarli se capiremo l'unicità di ognuna/o e quando percepiremo che ci stanno insegnando a loro volta.

Reagire cioè rinascere

Qui dunque la ragione ci insegna a che cosatendono le azioni e il senso di umanitàopera una distinzione in favore di quelleche sono utili e benefiche
David Hume 

2 aprile 2020

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